Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento (1 Co 3:5-7)
Mc 2:18; At 9:19-30
Depois de batizado, Paulo permaneceu em Damasco e, em seguida, foi à Arábia (GI 1:15-17). Ali o apóstolo Paulo fora arrebatado ao terceiro céu e recebeu o conteúdo da economia neotestamentária (2 Co 12:1-4).
Como o apóstolo Paulo conhecia apenas a economia veterotestamentária, Deus precisava constituí-lo e equipá-lo com a economia de Deus do Novo Testamento. A revelação dessa economia, porém, não o tornara uma pessoa madura. Por isso, quando regressou a Damasco, Paulo precisou aprender algumas lições. Com todo conhecimento que tinha, tanto do Antigo como agora, do Novo Testamento, mas por ser ainda imaturo, ele passou a discutir com os judeus religiosos e constituir discipulado próprio (At 9:19-30).
Quanto ao discipulado, o Novo Testamento mostra uma séria advertência quanto a ter discípulos, isto é, seguidores de pessoas. Vejamos a experiência de João Batista. Sua comissão consistia em preceder o Senhor, preparando-Lhe caminho para que as pessoas se convertessem a Ele (Mt 3:3, 11). Após o batismo do Senhor Jesus, João Batista deveria sair de cena e seguir o Senhor. A questão é que ele não tomou esse caminho e ainda manteve seu grupo de discípulos, que, mais tarde, concorria com os discípulos do Senhor (Mc 2:18).
Além disso, após ser encarcerado, João Batista enviou seus discípulos para questionar o Senhor Jesus se Ele de fato era o Cristo: "Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo mandou seus discípulos perguntarem-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mt 11:1-2). A resposta do Senhor a ele, além de esclarecedora, teve, também, uma séria advertência: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço" (vs. 4-6).
Paulo, porém, diferentemente de João Batista, aprendeu a lição. Depois de sair de Damasco, não o vemos mais agindo assim. Em nossos dias, precisamos tomar essas palavras como um alerta. O Senhor não se agrada de que façamos discípulos para nós mesmos. As pessoas que, amorosamente, levamos ao Senhor e lhes ajudamos a crescer em vida, são discípulos do Senhor (28:18). Por isso, precisamos ter discernimento quanto à maneira como as conduzimos. lembremos sempre disso: nossa porção é ajudar as pessoas a seguir o Senhor! Amém!
Obs: Palavra extraída do Alimento Diário
"E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos..." RM13:11
quinta-feira, 13 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
As duas linhas das verdades em toda a Bíblia
E agora, por que te demoras? Levanta- te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele (At 22:16)
Rm 10:12-13; 1 Co 1:2; 12:3; Fp 2:9-10; 2 Tm 2:22
As verdades contidas na Bíblia têm duas grandes linhas. Uma corresponde ao Antigo Testamento e a outra ao Novo Testamento. A primeira pode ser comparada a um quadro, uma figura. Seu principal ministro foi Moisés, o qual recebeu diretamente de Deus a economia veterotestamentária, no monte Sinai, durante quarenta dias e quarenta noites (Êx 24:18; 34:28).
Sob a condução de Moisés, o povo de Israel foi tirado do Egito e levado ao deserto. Durante quarenta anos, eles vaguearam no deserto, a fim de que as coisas velhas ficassem lá sepultadas. A nova geração, entretanto, nasceu, constituiu um exército que entrou na terra de Canaã. Essa é uma figura do reino vindouro, o qual é precedido de nossas experiências de negar-nos a nós mesmos no "deserto", na era da igreja. À medida que tomamos essa atitude, nossa entrada na "Canaã" vindoura, o reino, será garantida.
A segunda grande linha da Bíblia é a que está no Novo Testamento. Nela, a verdade tem duas fontes principais, a dos doze apóstolos (representados principalmente por Pedro e João) e a do apóstolo Paulo. A primeira foi resultado do convívio dos apóstolos com o Senhor Jesus. Em sua idade avançada, eles chegaram à maturidade espiritual. A segunda, a de Paulo, diferentemente dos apóstolos, foi resultado das visões e revelações que teve quando esteve nas regiões da Arábia.
O apóstolo Paulo fora levantado porque os doze apóstolos permaneceram em Jerusalém e não cumpriram a comissão dada pelo Senhor de pregar o evangelho também aos gentios, iniciando em Jerusalém e alcançando os confins da terra (At 1:8). Diante da perseguição e aprisionamento aos que invocavam o nome do Senhor, os apóstolos, provavelmente, cessaram de invocá-lo publicamente, para não serem presos. Porém não saíram de Jerusalém a fim de cuidar dos que permaneceram ali.
Paulo, que até então era conhecido como Saulo, um terrível perseguidor da igreja, pediu cartas para prender os que invocavam o nome do Senhor em Damasco (At 8:1-3; cf. 9:1-2, 14). A caminho desta cidade, porém, Paulo se converteu ao Senhor (vs. 17-18). Ele foi batizado, invocando o Seu nome (22:16), graças à ajuda de Ananias. Paulo recebeu a comissão do Senhor de levar Seu nome aos gentios e reis (v. 15). A partir de então, ele passou a pregar o evangelho, levando as pessoas a invocar o nome do Senhor. Dessa forma, o ministério de invocar o nome do Senhor foi restaurado e isso se tornou parte das verdades apresentadas por ele em suas epístolas (Rm 10:12-13; 1 Co 1:2; 12:3; Fp 2:9-10; 2 Tm 2:22).
Obs: Palavra extraída do Alimento Diário
Rm 10:12-13; 1 Co 1:2; 12:3; Fp 2:9-10; 2 Tm 2:22
As verdades contidas na Bíblia têm duas grandes linhas. Uma corresponde ao Antigo Testamento e a outra ao Novo Testamento. A primeira pode ser comparada a um quadro, uma figura. Seu principal ministro foi Moisés, o qual recebeu diretamente de Deus a economia veterotestamentária, no monte Sinai, durante quarenta dias e quarenta noites (Êx 24:18; 34:28).
Sob a condução de Moisés, o povo de Israel foi tirado do Egito e levado ao deserto. Durante quarenta anos, eles vaguearam no deserto, a fim de que as coisas velhas ficassem lá sepultadas. A nova geração, entretanto, nasceu, constituiu um exército que entrou na terra de Canaã. Essa é uma figura do reino vindouro, o qual é precedido de nossas experiências de negar-nos a nós mesmos no "deserto", na era da igreja. À medida que tomamos essa atitude, nossa entrada na "Canaã" vindoura, o reino, será garantida.
A segunda grande linha da Bíblia é a que está no Novo Testamento. Nela, a verdade tem duas fontes principais, a dos doze apóstolos (representados principalmente por Pedro e João) e a do apóstolo Paulo. A primeira foi resultado do convívio dos apóstolos com o Senhor Jesus. Em sua idade avançada, eles chegaram à maturidade espiritual. A segunda, a de Paulo, diferentemente dos apóstolos, foi resultado das visões e revelações que teve quando esteve nas regiões da Arábia.
O apóstolo Paulo fora levantado porque os doze apóstolos permaneceram em Jerusalém e não cumpriram a comissão dada pelo Senhor de pregar o evangelho também aos gentios, iniciando em Jerusalém e alcançando os confins da terra (At 1:8). Diante da perseguição e aprisionamento aos que invocavam o nome do Senhor, os apóstolos, provavelmente, cessaram de invocá-lo publicamente, para não serem presos. Porém não saíram de Jerusalém a fim de cuidar dos que permaneceram ali.
Paulo, que até então era conhecido como Saulo, um terrível perseguidor da igreja, pediu cartas para prender os que invocavam o nome do Senhor em Damasco (At 8:1-3; cf. 9:1-2, 14). A caminho desta cidade, porém, Paulo se converteu ao Senhor (vs. 17-18). Ele foi batizado, invocando o Seu nome (22:16), graças à ajuda de Ananias. Paulo recebeu a comissão do Senhor de levar Seu nome aos gentios e reis (v. 15). A partir de então, ele passou a pregar o evangelho, levando as pessoas a invocar o nome do Senhor. Dessa forma, o ministério de invocar o nome do Senhor foi restaurado e isso se tornou parte das verdades apresentadas por ele em suas epístolas (Rm 10:12-13; 1 Co 1:2; 12:3; Fp 2:9-10; 2 Tm 2:22).
Obs: Palavra extraída do Alimento Diário
terça-feira, 11 de março de 2014
O ministério de João permanecerá até que o Senhor venha
Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me (Jo 21:22). Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João (Ap 1:1)
A vida da alma de Pedro era muito forte e com frequência dava ao Senhor a oportunidade de corrigi-lo. Quando o Senhor lhe falou que ele ainda era "moço", indicando que Pedro era imaturo, ele demonstrou uma pequena insatisfação (v. 18). Percebemos isso por sua reação ao perguntar ao Senhor quanto ao destino de João: "E quanto a este?" (v. 21). Era como se quisesse dizer: "Por que o Senhor só fala de mim!? E quanto a João, não vai dizer nada!?".
A resposta do Senhor, porém, a Pedro foi: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me" (v. 22). Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. João, todavia, explicou: "Ora, Jesus não dissera que tal discípulo não morreria, mas: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?" (v. 23). Em outras palavras, o que João queria dizer é que seria impossível permanecer vivo até a volta do Senhor por causa da limitação da vida humana, que está sujeita às enfermidades. O que, na verdade, permaneceria até a volta do Senhor seria o seu ministério e não seu corpo físico. A vida física de João passou, mas suas palavras não.
Alguns preciosos servos de Deus, afirmaram que, quando um ministro do Senhor dorme, seu ministério termina. Esse princípio se aplica aos apóstolos do Senhor. O ministério deles passou quando eles morreram. O de João, no entanto, permanecerá até a volta do Senhor!
Em Apocalipse 1:1 diz: "Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João". O versículo acima nos mostra que a revelação de Jesus Cristo fora dada primeiramente a João e este deveria mostrar aos demais servos. Hoje somos os muitos servos no ministério de João.
O ministério de João se dedica à prática das verdades, sendo essa também a nossa ênfase. Embora muitos se dediquem a estudar o ministério de Paulo, dando ênfase ao conhecimento e transmissão das verdades (1 Tm 2:4; 2 Tm 2:2), devemos dar atenção à prática delas, pois toda a Palavra de Deus deve ser praticada. Baseados nisso é que o tema desta série do Alimento Diário é "Nossa atitude para com as verdades". Precisamos conferir com nosso viver, qual tem sido nossa atitude para com as verdades. Somos meros ouvintes ou praticantes? (Tg 1:22).
Obs: Texto extraído do Alimento Diário.
A vida da alma de Pedro era muito forte e com frequência dava ao Senhor a oportunidade de corrigi-lo. Quando o Senhor lhe falou que ele ainda era "moço", indicando que Pedro era imaturo, ele demonstrou uma pequena insatisfação (v. 18). Percebemos isso por sua reação ao perguntar ao Senhor quanto ao destino de João: "E quanto a este?" (v. 21). Era como se quisesse dizer: "Por que o Senhor só fala de mim!? E quanto a João, não vai dizer nada!?".
A resposta do Senhor, porém, a Pedro foi: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me" (v. 22). Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. João, todavia, explicou: "Ora, Jesus não dissera que tal discípulo não morreria, mas: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?" (v. 23). Em outras palavras, o que João queria dizer é que seria impossível permanecer vivo até a volta do Senhor por causa da limitação da vida humana, que está sujeita às enfermidades. O que, na verdade, permaneceria até a volta do Senhor seria o seu ministério e não seu corpo físico. A vida física de João passou, mas suas palavras não.
Alguns preciosos servos de Deus, afirmaram que, quando um ministro do Senhor dorme, seu ministério termina. Esse princípio se aplica aos apóstolos do Senhor. O ministério deles passou quando eles morreram. O de João, no entanto, permanecerá até a volta do Senhor!
Em Apocalipse 1:1 diz: "Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João". O versículo acima nos mostra que a revelação de Jesus Cristo fora dada primeiramente a João e este deveria mostrar aos demais servos. Hoje somos os muitos servos no ministério de João.
O ministério de João se dedica à prática das verdades, sendo essa também a nossa ênfase. Embora muitos se dediquem a estudar o ministério de Paulo, dando ênfase ao conhecimento e transmissão das verdades (1 Tm 2:4; 2 Tm 2:2), devemos dar atenção à prática delas, pois toda a Palavra de Deus deve ser praticada. Baseados nisso é que o tema desta série do Alimento Diário é "Nossa atitude para com as verdades". Precisamos conferir com nosso viver, qual tem sido nossa atitude para com as verdades. Somos meros ouvintes ou praticantes? (Tg 1:22).
Obs: Texto extraído do Alimento Diário.
segunda-feira, 10 de março de 2014
O resultado do amadurecimento espiritual
Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres (Jo 21:18)
Rm 12:3-5; 1 Co 12:21-23
Após a morte e ressurreição do Senhor, Ele apareceu aos Seus discípulos. Dentre Suas manifestações, a terceira delas foi no mar de Tiberíades (Jo 21:1). Pedro e mais seis discípulos, talvez por se sentirem perdidos com a ausência física do Senhor, resolveram voltar a pescar (vs. 2-3a). Embora fossem pescadores profissionais, durante toda a noite nada apanharam (v. 3b).
Ao clarear da madrugada, o Senhor lhes apareceu e perguntou-lhes: "Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?" (v. 5). A resposta, porém, foi: "Não". O Senhor, entretanto, persistiu: "Lançai a rede à direita do barco e achareis" (v. 6). Eles devem ter se perguntado como aquilo era possível, uma vez que, pela experiência deles, apenas pelo movimento das águas era-lhes possível perceber onde havia peixes! Contudo eles obedeceram à Palavra do Senhor e o resultado foi que eles pescaram cento e cinquenta e três grandes peixes (v. 11)! João, então, se deu conta de que era o Senhor e contou a Pedro (v. 7).
Ao chegarem à praia, viram que o Senhor já havia lhes preparado peixe e pão (v. 9). Isso era uma demonstração de que o Senhor estava ali, suprindo-os. Depois de terem comido, o Senhor dirigiu a palavra a Pedro, perguntando-lhe: "Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros?" (v. 15a). A expressão amas-me mais do que estes outros? também pode ser traduzida para amas-me mais do que estas coisas? Era como se o Senhor lhe perguntasse: Você ama a mim mais do que seu barco e demais ferramentas de seu sustento? Para nós, hoje, porém, o Senhor pergunta: "Amas-me mais do que seu computador, tablet e smartphone?". O Senhor registrou essa situação para falar conosco, em nossos dias. A quem amamos mais? Nossos meios de sustento, ou ao Senhor?
Em seguida, Pedro respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo" (v. 15b). O Senhor, então, acrescentou: ''Apascenta os meus cordeiros" (v. 15c). O Senhor repetiu essa pergunta uma segunda vez (v. 16), mas, na terceira, a resposta de Pedro tinha um tom diferente: "Pedro entristeceu-se por Ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo" (v. 17). Era como se Pedro concluísse que o Senhor já não confiava nele.
Nesse momento, o Senhor trouxe uma palavra crucial a Pedro e também a nós: "Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres" (v. 18). Ser "mais moço", nesse versículo, diz respeito à idade espiritual de Pedro, isto é, sua imaturidade espiritual. E por isso ele tinha muita liberdade de ir para onde queria ou de fazer o que queria, independente dos outros. No entanto, quando ele amadurecesse, já não seria assim. Sua liberdade seria tolhida e teria de se coordenar com outros.
Ao contrário do que pensamos, o crescimento de vida nos faz servir com outros irmãos em coordenação. Nesse sentido, é sempre bom termos um companheiro espiritual que possa coordenar-se conosco. Não é recomendado servirmos sozinhos ou individualmente. Todavia não pense que por causa disso, você tem de puxar outros pela cintura e fazer-se cabeça sobre aquele. Devemos nos submeter e nos coordenar com os demais irmãos.
Pedro não gostou de ser repreendido pelo Senhor e "voltando-se, viu que também o ia seguindo o discípulo a quem Jesus amava. [ ... ] Vendo-o, pois, Pedro perguntou a Jesus: E quanto a este?" (vs. 20-21). Ainda que não gostemos, o Senhor quer nos mostrar que, hoje, precisamos contar com a ajuda dos demais irmãos (Rm 12:3-5). Servir isoladamente é um forte sinal de imaturidade. Assim como Pedro, nós também precisamos aprender essa lição para sermos cada vez mais úteis ao Senhor e à Sua obra.
Rm 12:3-5; 1 Co 12:21-23
Após a morte e ressurreição do Senhor, Ele apareceu aos Seus discípulos. Dentre Suas manifestações, a terceira delas foi no mar de Tiberíades (Jo 21:1). Pedro e mais seis discípulos, talvez por se sentirem perdidos com a ausência física do Senhor, resolveram voltar a pescar (vs. 2-3a). Embora fossem pescadores profissionais, durante toda a noite nada apanharam (v. 3b).
Ao clarear da madrugada, o Senhor lhes apareceu e perguntou-lhes: "Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?" (v. 5). A resposta, porém, foi: "Não". O Senhor, entretanto, persistiu: "Lançai a rede à direita do barco e achareis" (v. 6). Eles devem ter se perguntado como aquilo era possível, uma vez que, pela experiência deles, apenas pelo movimento das águas era-lhes possível perceber onde havia peixes! Contudo eles obedeceram à Palavra do Senhor e o resultado foi que eles pescaram cento e cinquenta e três grandes peixes (v. 11)! João, então, se deu conta de que era o Senhor e contou a Pedro (v. 7).
Ao chegarem à praia, viram que o Senhor já havia lhes preparado peixe e pão (v. 9). Isso era uma demonstração de que o Senhor estava ali, suprindo-os. Depois de terem comido, o Senhor dirigiu a palavra a Pedro, perguntando-lhe: "Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros?" (v. 15a). A expressão amas-me mais do que estes outros? também pode ser traduzida para amas-me mais do que estas coisas? Era como se o Senhor lhe perguntasse: Você ama a mim mais do que seu barco e demais ferramentas de seu sustento? Para nós, hoje, porém, o Senhor pergunta: "Amas-me mais do que seu computador, tablet e smartphone?". O Senhor registrou essa situação para falar conosco, em nossos dias. A quem amamos mais? Nossos meios de sustento, ou ao Senhor?
Em seguida, Pedro respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo" (v. 15b). O Senhor, então, acrescentou: ''Apascenta os meus cordeiros" (v. 15c). O Senhor repetiu essa pergunta uma segunda vez (v. 16), mas, na terceira, a resposta de Pedro tinha um tom diferente: "Pedro entristeceu-se por Ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo" (v. 17). Era como se Pedro concluísse que o Senhor já não confiava nele.
Nesse momento, o Senhor trouxe uma palavra crucial a Pedro e também a nós: "Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres" (v. 18). Ser "mais moço", nesse versículo, diz respeito à idade espiritual de Pedro, isto é, sua imaturidade espiritual. E por isso ele tinha muita liberdade de ir para onde queria ou de fazer o que queria, independente dos outros. No entanto, quando ele amadurecesse, já não seria assim. Sua liberdade seria tolhida e teria de se coordenar com outros.
Ao contrário do que pensamos, o crescimento de vida nos faz servir com outros irmãos em coordenação. Nesse sentido, é sempre bom termos um companheiro espiritual que possa coordenar-se conosco. Não é recomendado servirmos sozinhos ou individualmente. Todavia não pense que por causa disso, você tem de puxar outros pela cintura e fazer-se cabeça sobre aquele. Devemos nos submeter e nos coordenar com os demais irmãos.
Pedro não gostou de ser repreendido pelo Senhor e "voltando-se, viu que também o ia seguindo o discípulo a quem Jesus amava. [ ... ] Vendo-o, pois, Pedro perguntou a Jesus: E quanto a este?" (vs. 20-21). Ainda que não gostemos, o Senhor quer nos mostrar que, hoje, precisamos contar com a ajuda dos demais irmãos (Rm 12:3-5). Servir isoladamente é um forte sinal de imaturidade. Assim como Pedro, nós também precisamos aprender essa lição para sermos cada vez mais úteis ao Senhor e à Sua obra.
sexta-feira, 7 de março de 2014
A restauração da prática de invocar o nome do Senhor
Darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR e o sirvam de comum acordo (Sl 3:9)
Rm 6:4; Rm 7:6
A prática de invocar o nome do Senhor foi restaurada, na história recente da igreja, em meados da década de 60, nos Estados Unidos. Naquela época, um servo de Deus teve um anelo: que todos os que buscavam o Senhor se congregassem em um só lugar, não importando sua origem doutrinária, se fundamentalista ou pentecostal. Ele esperava que todos pudessem se reunir no mesmo lugar, praticando a unidade da igreja. Por isso alugou um grande salão de reuniões na cidade de Los Angeles.
Era muito difícil naquela época que irmãos de grupos diferentes se reunissem e permanecessem juntos. Cada um tinha suas próprias práticas e não tolerava uma conduta diferente. Dessa maneira, havia muitos conflitos e muitos se retiravam dessas reuniões.
As reuniões conduzidas pelo servo do Senhor em Los Angeles eram feitas em frente ao batistério. Após ministrar a Palavra, havia orações e, se alguém desejasse ser batizado, o batistério era descoberto e utilizado na mesma oportunidade. Por causa do impacto da palavra ministrada naqueles dias, muitos irmãos que haviam sido batizados anteriormente por aspersão sentiram a necessidade de se batizar por imersão, para que experimentassem o sepultamento do velho homem.
Certo dia, porém, durante o ministério da Palavra, um irmão simplesmente entrou no batistério, sentindo-se desesperado por sua condição espiritual. Ele já havia sido batizado antes, mas se sentia velho espiritualmente.
Sabemos que o batismo é representado pela travessia do Mar Vermelho, pois por meio dele morremos para o mundo, de uma vez por todas, e nascemos para Deus. Porém, mesmo após ter a vida consagrada ao Senhor, podemos envelhecer. Então o Senhor revelou que, depois de cruzarmos o Mar Vermelho, ainda temos de cruzar o rio Jordão. Nem todos que saíram do Egito entraram em Canaã. Muitos dos filhos de Israel caíram no deserto por causa de sua incredulidade. Somente a nova geração, salvo Josué e Calebe, pôde atravessar o rio Jordão, para desfrutar da novidade em Canaã. Isso significa que cruzar o rio Jordão representa enterrar a velharia, negar a vida da alma e deixar as coisas antigas para trás, a fim de desfrutar da novidade de vida e servir a Deus em novidade de espírito (Rm 6:4; 7:6).
Naquela ocasião, ao ver o irmão dentro do batistério dizendo que se sentia velho espiritualmente, o servo de Deus ficou preocupado, pois sabia que não poderia batizá-lo novamente. Então perguntou: “Ó Senhor, o que devo fazer?" E repetiu várias vezes: “Ó Senhor! Ó Senhor!" Ele estava invocando o nome do Senhor, sem perceber, por conta da situação de desespero em que se encontrava aquele irmão. Então todos ali foram tomados do mesmo sentimento e começaram a invocar: “Ó Senhor! Ó Senhor Jesus!".
Foi assim que passaram a invocar o nome do Senhor. No início, a prática ainda soava um pouco mecânica, com os irmãos marchando e falando: “Ó Senhor! Amém! Aleluia!", mas pouco a pouco o Espírito conduziu a igreja a invocar o nome do Senhor de maneira mais espontânea.
Rm 6:4; Rm 7:6
A prática de invocar o nome do Senhor foi restaurada, na história recente da igreja, em meados da década de 60, nos Estados Unidos. Naquela época, um servo de Deus teve um anelo: que todos os que buscavam o Senhor se congregassem em um só lugar, não importando sua origem doutrinária, se fundamentalista ou pentecostal. Ele esperava que todos pudessem se reunir no mesmo lugar, praticando a unidade da igreja. Por isso alugou um grande salão de reuniões na cidade de Los Angeles.
Era muito difícil naquela época que irmãos de grupos diferentes se reunissem e permanecessem juntos. Cada um tinha suas próprias práticas e não tolerava uma conduta diferente. Dessa maneira, havia muitos conflitos e muitos se retiravam dessas reuniões.
As reuniões conduzidas pelo servo do Senhor em Los Angeles eram feitas em frente ao batistério. Após ministrar a Palavra, havia orações e, se alguém desejasse ser batizado, o batistério era descoberto e utilizado na mesma oportunidade. Por causa do impacto da palavra ministrada naqueles dias, muitos irmãos que haviam sido batizados anteriormente por aspersão sentiram a necessidade de se batizar por imersão, para que experimentassem o sepultamento do velho homem.
Certo dia, porém, durante o ministério da Palavra, um irmão simplesmente entrou no batistério, sentindo-se desesperado por sua condição espiritual. Ele já havia sido batizado antes, mas se sentia velho espiritualmente.
Sabemos que o batismo é representado pela travessia do Mar Vermelho, pois por meio dele morremos para o mundo, de uma vez por todas, e nascemos para Deus. Porém, mesmo após ter a vida consagrada ao Senhor, podemos envelhecer. Então o Senhor revelou que, depois de cruzarmos o Mar Vermelho, ainda temos de cruzar o rio Jordão. Nem todos que saíram do Egito entraram em Canaã. Muitos dos filhos de Israel caíram no deserto por causa de sua incredulidade. Somente a nova geração, salvo Josué e Calebe, pôde atravessar o rio Jordão, para desfrutar da novidade em Canaã. Isso significa que cruzar o rio Jordão representa enterrar a velharia, negar a vida da alma e deixar as coisas antigas para trás, a fim de desfrutar da novidade de vida e servir a Deus em novidade de espírito (Rm 6:4; 7:6).
Naquela ocasião, ao ver o irmão dentro do batistério dizendo que se sentia velho espiritualmente, o servo de Deus ficou preocupado, pois sabia que não poderia batizá-lo novamente. Então perguntou: “Ó Senhor, o que devo fazer?" E repetiu várias vezes: “Ó Senhor! Ó Senhor!" Ele estava invocando o nome do Senhor, sem perceber, por conta da situação de desespero em que se encontrava aquele irmão. Então todos ali foram tomados do mesmo sentimento e começaram a invocar: “Ó Senhor! Ó Senhor Jesus!".
Foi assim que passaram a invocar o nome do Senhor. No início, a prática ainda soava um pouco mecânica, com os irmãos marchando e falando: “Ó Senhor! Amém! Aleluia!", mas pouco a pouco o Espírito conduziu a igreja a invocar o nome do Senhor de maneira mais espontânea.
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