terça-feira, 8 de abril de 2014

Como restaurar um casamento

" Veio a mim a mão do Senhor;ele me levou pelo Espírito do Senhor e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles;eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes" ( Ezequiel 37: 1-3)

Assim como na passagem acima, muitos casamentos estão tão mortos e secos que parece não haver nenhuma esperança. Estão como aqueles ossos secos: mortos, desconectados, sem nenhuma expectativa de mudança e em algum tipo de sepultura. Enterrados em coisas pecaminosas ou nas "sepulturas" de suas próprias razões, casais não - salvos ou que se desviaram dos caminhos do Senhor, não têm força para sair de onde foram sepultados. Sem "pele", sem "carnes", sem "tendões", frios e inertes, não há mais nada para sustentá-los. Não há mais vida, nem cor. Não há mais planos, sem sonhos. Suas casas se tornaram sepulcros tristes e sombrios. Porque estão mortos e secos, estão também separados e espalhados. Não há mais amor, nem emoção ou sentimento ao se tocarem. Estão na mesma casa, na mesma cama, porém distantes, sem nenhuma unidade. De acordo com Ezequiel 37, nenhum osso estava unido a outro. Todos os ossos estavam separados e espalhados, sem nenhuma unidade. Conselhos e sugestões para casais assim são como flores para um sepulcro. Em breve, as "flores" se secam, e tudo volta a ser como era: ossos secos, mortos e separados. Quando a vida se vai, o pecado vem, a morte entra e tudo se torna seco.

Alguns cristãos caíram e morreram espiritualmente, afastando-se de Deus e então se casaram. Outros casaram-se e, depois, caíram numa situação desolada e agora estão presos em suas sepulturas. Alguns foram mortos por seus próprios pecados e envolvimentos pecaminosos; outros foram presos por suas próprias razões e cobiças. Quando um casal chega a uma condição dessa, sentimo-nos incrédulos diante da possibilidade de restauração e apenas ousamos dizer como o profeta Ezequiel disse: " Senhor Deus, Tu o sabes". Haveria alguma esperança? Duvidamos até mesmo se o próprio Deus seria capaz de fazer algo.
OUVIR A VOZ DO FILHO DE DEUS
Graças a Deus que Seu poder e vida não estão limitados à condição humana! Deus é o Autor da vida (Atos 3:15) e quem a todos dá vida, respiração e tudo mais (Atos 17:25). Como Deus restaura o caos? Dando vida! E como podemos receber essa vida? Ezequiel 37:11-13 diz: " Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos secaram e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados. Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir a vossa sepultura, e vos fizer sair dela, ó povo meu" Aquilo que aos nossos olhos parece sem esperança, para Deus é uma ótima oportunidade de manifestar Sua vida e poder! A vida está no Espírito e o Espírito está na Palavra! Quando a Palavra de Deus chega, o Espírito que dá vida vem. Como resultado, aquilo que estava morto é reavivado. Quando temos vida, temos poder para vencer a morte. No Evangelho de João 5:25, o Senhor Jesus disse: " Em verdade, em verdade vos digo, que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão". Assim, para que haja restauração, precisamos ouvir a Palavra do Filho de Deus! O Senhor é o Salvador dos mortos. Se dermos ouvidos à Sua Palavra, mesmo o mais forte sepulcro não será capaz de impedir o operar da salvação de Deus.

(Texto extraído do Livro "Casamento raízes de amor? ou raízes de Amargura?" Crônica 4; editora Árvore da Vida)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Fim Desta Era

Cremos firmemente que nossos dias são os que beiram o fim desta era. Além disso, estamos cônscios de que, após esta era da Igreja, haverá a era do reino. Os olhos de Deus já se voltaram para o reino, o qual está crescentemente ganhando Sua atenção, pois, se nossa compreensão está correta, cremos fortemente que o que Deus está ansioso para trazer, de acordo com Sua vontade eterna, é o reino. O chamamento de Deus para a Igreja é por causa do reino.

Quando um servo do Senhor ganha a visão sobre o lugar que o reino tem na predestinada vontade de Deus, o quanto, então, ele passa a ansiar que o reino venha logo. Como ele espera que todos os filhos de Deus cooperem com o Senhor em apressar a chegada do reino. O versículo da Bíblia que é especialmente comovente ao coração desse servo é, sem dúvida, Mateus 24.14, o qual diz: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”

Aqui podemos discernir a relação entre a pregação do evangelho do reino e a vinda do fim. Inquestionavelmente esse versículo é difícil de ser compreendido de maneira clara. Na verdade, no passado esse versículo se tornou um problema causando muita contenda entre os filhos de Deus. Nós não temos intenção de nos juntar à polêmica, pois não importa como uma pessoa possa interpretar essa passagem, isso não trará uma opinião unânime entre o povo de Deus. Desejamos simplesmente apresentar a luz que temos recebido nesse versículo.

“O fim do mundo (era, gr. lit.)” (v. 3) é uma frase que, naturalmente, aponta para o fim desta era. De acordo com uma interpretação rigorosa da profecia, essa frase refere-se à “hora da provação” (Ap 3.10 – VRA2), que também é compreendida como constituindo o curto período conhecido como “a grande tribulação”, o qual irá concluir a era na qual agora vivemos. A nossa era é denominada de várias maneiras: a era do Espírito Santo, a era da Igreja, a dispensação da graça ou a dispensação do evangelho. Esta era, a qual leva todos esses diferentes títulos, terminará com a vinda de “o fim” ou a grande tribulação.

Ora, precisamos compreender claramente que a Igreja é responsável por trabalhar com Deus para que o reino seja trazido, como Mateus 24.14 confirma. E, ao entender que o reino de Deus só pode aparecer publicamente após o final desta era, a Igreja não pode fazer outra coisa a não ser estar interessada no fim. Pois, embora o final dessa era não tenha nenhuma relação com a Igreja em si, ela tem muito a ver com a obra da Igreja.

Por essa razão, o Senhor Jesus nos diz em Mateus 24.14 que o evangelho do reino deve primeiro ser pregado e, então, o reino dos céus virá. Aqui nosso Senhor profetiza com respeito ao fenômeno que deve acontecer ao aproximar-se o fim dessa era e a chegada em breve do reino dos céus. Ele, além disso, estabelece a condição para o surgimento da conclusão desta era e a introdução do reino. Por conseguinte, a partir desse versículo em Mateus vemos que, para que esta era seja concluída, os filhos de Deus devem dar testemunho do evangelho do reino de maneira nova. Ao tempo do fim dessa era, nós verdadeiramente testemunharemos um reavivamento do evangelho do reino.

Durante as últimas décadas parece ter havido uma restauração gradual do ensinamento sobre o reino. Especialmente nos poucos anos passados, o Senhor tem voltado os olhos dos Seus filhos na China mais na direção desse assunto do reino de Deus. Isso é, de fato, um sinal muito saudável.

( PS: ESCRITO POR WATCHMAN NEE. PUBLICADO EM WATCHMAN NEE)

sexta-feira, 28 de março de 2014

O evangelho do reino e o crescimento da vida de Deus em nós

Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida (Rm 5:10)

Jo 21:20-23; Rm 1:1-4; 5:8-10; 2 Co 3:6


Após ter ouvido de Jesus que ainda era infantil, Pedro não ficou muito satisfeito e O questionou a respeito de João: "E quanto a este?", ao que o Senhor respondeu: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me" (Jo 21:22). Com isso, os discípulos concluíram que João não morreria, mas o próprio João, ao escrever seu evangelho, diz que isso seria impossível. Jesus se referia, na verdade, ao ministério do apóstolo João, que permanecerá até a volta do Senhor, o ministério do Espírito e vida.

Vimos que Paulo registrou em catorze epístolas todas as palavras que recebeu quando foi arrebatado ao terceiro céu (2 Co 12:1-4). Essas cartas nos trazem muita ajuda, mas precisamos atentar ao modo como as lemos, não apenas como letra, mas usando nosso espírito, pois assim tocaremos o Espírito e ganharemos vida (3:6).

A primeira carta de Paulo no Novo Testamento foi endereçada aos romanos. Nesse livro, Paulo nos mostra o evangelho de Deus em dois aspectos: Cristo como o Filho do Homem, descendente de Davi e, por outro lado, como o Filho de Deus, designado segundo o Espírito de santidade pela ressurreição dos mortos.

No primeiro aspecto temos o evangelho da graça, que é para a nossa salvação eterna. Nesse aspecto Cristo, como o Filho do Homem, veio para morrer por nós os pecadores e por Seu sangue somos justificados (Rm 5:8-10a). Todavia não devemos estacionar nessa primeira etapa; precisamos avançar para o segundo aspecto do evangelho, que é o evangelho do reino que enfatiza o aspecto da vida. O evangelho da graça mostra como Cristo resolveu o problema dos nossos pecados e nos deu a vida de Deus. O evangelho do reino mostra como essa vida precisa crescer. Isso acontece por meio do viver da igreja, onde servimos em espírito e em cooperação com outros irmãos e somos ajudados a negar nossa vida da alma. Dessa maneira somos salvos pela vida de Deus (v. 10b). Louvado seja o Senhor!

(Palavra extraída do Alimento Diário)

quinta-feira, 27 de março de 2014

A importância dos companheiros espirituais

Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador convosco; quanto a nossos irmãos, são mensageiros das igrejas e glória de Cristo (2 Co 8:23). Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus (Ap 1:9)

Jo 21:18; At 20:16, 22-23; 21:4, 10-14


Vimos ontem que, ao término de sua segunda viagem, Paulo passou por Jerusalém, enquanto Silas retornou diretamente à Antioquia. É provável que eles tenham se encontrado em Antioquia e Silas tenha tomado conhecimento do que ocorreu em Jerusalém, mas sabemos que ele não quis partir com Paulo para a terceira viagem do apóstolo, pois a Bíblia registra que Paulo partiu sozinho. Aqui vemos novamente a importância de estar no espírito, e uma maneira de praticarmos isso é invocando o nome do Senhor. Silas sabia que, se fosse à Jerusalém, sofreria influência negativa do ambiente ali. A última menção de seu nome está registrada em 1 Pedro 5:12, quando o vemos em Babilônia, na companhia de Pedro.
Quando, já em sua terceira viagem, Paulo queria ir a Jerusalém para entregar as ofertas coletadas por ele, o Espírito tentou, por diversas vezes, impedi-lo, até mesmo por meio de um profeta chamado Ágabo (At 21:10-12). A resposta de Paulo foi: "Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus" (v. 13). Dessa forma, os irmãos não tinham como fazer mais nada e tiveram de aceitar sua decisão (v. 14).

Aqui temos uma importante lição. Em João 21, quando fala sobre apascentar e cuidar do rebanho, o Senhor mostrou a Pedro que não é bom realizar algo sozinho. Após perguntar por três vezes a Pedro se ele O amava, o Senhor Jesus disse: "Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres" (v. 18). Nesse versículo o Senhor não se referia à idade física de Pedro, mas ao seu nível de crescimento na vida divina.

Qual é a nossa idade espiritual? Enquanto somos infantis ou almáticos, gostamos de agir por nós mesmos e fazer o que queremos, mas, quando a vida cresce, nós procuramos de modo espontâneo, trabalhar com outros irmãos e, consequentemente, as chances de errarmos diminuem. Em nosso serviço ao Senhor, Ele sempre espera que encontremos cooperadores, pois isso é um sinal de que a vida divina tem crescido em nós e temos deixado de ser infantis (2 Co 8:23; Ap 1:9).

(Palavra extraída do Alimento Diário)

quarta-feira, 26 de março de 2014

O discernimento espiritual de Silas

Pareceu bem a Silas permanecer ali (At 15:34)

At 17:1-15; 18:1-4; 18-23


Ontem vimos que muitas portas foram abertas na região da Macedônia. Quando falamos em "igreja", muitos pensam em um prédio, mas em Filipos havia um lugar de oração e também as casas de Lídia e do carcereiro. Não havia ali um grande auditório, mas a igreja se reunia em diferentes casas.
Na segunda viagem, Paulo e Silas ainda estiveram em Tessalônica, onde muitos foram convertidos (At 17:4), e também em Corinto (18: 1-4). Depois disso, eles deveriam retomar à Antioquia, mas, por algum motivo que não sabemos, Paulo quis passar por Jerusalém (v. 22). A partir de então, o registro de Atos não menciona mais Silas, que não acompanhou Paulo até Jerusalém, tampouco participou de sua terceira viagem.

Aqui cabe um parêntese. Antes da segunda viagem de Paulo, quando Judas e Silas acompanharam Bamabé e Paulo na leitura da carta de Jerusalém às igrejas dos gentios, eles deveriam ter retomado à Jerusalém após concluírem essa missão. No entanto Silas conhecia a situação dos santos em Jerusalém e não estava satisfeito com a ênfase excessiva às doutrinas e às práticas do judaísmo. Quando esteve em Antioquia e viu que os irmãos ali valorizavam a oração e a dependência do Espírito, reconheceu que essa era a sua necessidade e optou por permanecer ali (15:30-34).

Lucas, o autor do livro de Atos, não criticou a atitude de Paulo nem entrou em detalhes sobre o que ele fez em Jerusalém. Provavelmente Paulo esteve em contato com Tiago e soube da situação de fome que assolava a região da Judeia. Sabendo desse fato, Paulo deve ter assumido a responsabilidade por trazer ofertas quando voltasse da próxima viagem à Europa. Sabemos que em sua terceira viagem Paulo não agiu em total dependência do Espírito como fizera na companhia de Silas e que no final dessa viagem ele quase colocou em risco toda a revelação que recebera sobre a economia neotestamentária de Deus e até mesmo sua própria vida. Certamente o Espírito quis nos ensinar alguma coisa ao deixar isso registrado.

(Palavra extraída do Alimento Diário)