quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O evangelho do reino

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória (CI 3:4)

Jo 1:1, 14; 1 Co 10:15; CI 2:9; 1 Tm 2:5; 1 Pe 1:3


O segundo aspecto do evangelho diz respeito a Jesus, como o Filho de Deus, dando-nos a vida divina. Ele "foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos" (Rm 1:4).

Pelo fato de nossos pecados terem sido perdoados, hoje temos direito de participar da vida de Cristo, através de comer e beber Dele (Jo 6:57; 4:14). Muitos cristãos precisam ouvir não só que seus pecados foram perdoados e estão salvos da perdição eterna, mas também que precisam crescer em vida até ser vencedores. Quando veio como descendente de Davi, Jesus introduziu a divindade na humanidade (CI 2:9). Deus se tornou um Homem (Jo 1:1, 14), e isso foi um grandioso milagre. Em seguida, foi à cruz e morreu. Mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitou e depois ascendeu aos céus, e, pela primeira vez, na história da humanidade, um homem entrou na glória. Dessa forma, Cristo introduziu a humanidade para dentro da divindade.

A ressurreição de Jesus é a maior prova de que Sua obra na cruz foi aceita por Deus. A nossa esperança está na ressurreição de Cristo. Em 1 Pedro 1:3 vemos que fomos regenerados para uma viva esperança. Cristo, então, tornou-se o Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2:5). Hoje há um homem no céu. Por um lado, o Senhor Jesus está no céu, entronizado; por outro, está na terra, cuidando das igrejas, Seus candelabros de ouro (Ap 1:11-13).

Jesus Cristo é Deus, mas também é um Homem. Em ressurreição Ele foi designado Filho de Deus como homem, apesar de Ele já ser Filho de Deus em espírito. Quando Ele veio à terra era o Filho unigênito de Deus (Jo 1:14, 18), mas, quando ressuscitou, se tornou o Filho primogênito de Deus (cf Jo 20:17). Em ressurreição, Ele foi designado Filho de Deus. Pela primeira vez um homem foi designado Filho de Deus: "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8:29), como também vemos em Colossenses 1:15: "Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". Quando Ele ressuscitou, nós ressuscitamos com Ele (Ef 2:5-6). Isto é, nós fomos aceitos pelo Pai. Por isso é que, em ressurreição, temos Jesus Cristo como o Filho de Deus, dispensando-nos a vida de Deus. Isso se relaciona com o evangelho do reino. Dessa forma, o evangelho de Deus não visa somente salvar-nos, mas, por meio da vida divina com a qual fomos regenerados, fazer-nos crescer dia a dia até à maturidade.

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O evangelho da graça

No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (Jo 1:29). Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado (1 Co 5:7)

Gn 3:7, 21; Lv 1:3-17; Rm 3:23


Além de Jesus, não havia ninguém apto a substituir-nos, pois todos os homens pecaram e careciam da glória de Deus (Rm 3:23). Por causa disso, no Antigo Testamento Deus fez uma provisão temporária por meio do sacrifício de animais para justificar o homem e evitar que este morresse.

Logo no início, em Gênesis, conseguimos ver essa provisão temporária. Depois de Adão e Eva desobedecerem a Deus, esconderam-se e fizeram das folhas de figueira vestimentas para cobrir a nudez (3:7). Deus, no entanto, quando foi ter com eles, substituiu aquela vestimenta por peles de animal (v. 21). Essa segunda veste é um símbolo da justificação. Para cobrir o homem com peles de animal, certamente esse animal morreu. Assim, temos uma figura de Cristo como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). Cristo é nossa verdadeira veste de justiça, conforme lemos em Gálatas 3:27: "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes". O sangue que esse animal derramou no jardim do Éden representa o sangue que Jesus derramou na cruz. A pele representa Cristo como nossa justiça hoje. Quando olha para nós, Deus não vê mais nossa nudez, e sim Cristo nos revestindo.

Tempos depois, na era da Lei, o sacrifício de animais tornou-se a maneira de o homem ser justificado. Quando o homem pecava, ele tinha de levar um animal ao tabernáculo. Se era uma pessoa de posses, poderia levar um novilho ou um carneiro (Lv 1:3-13). Se não, levaria uma pomba, ou mesmo uma rola. Em seguida, o ofertante, o pecador, punha a mão sobre o animal, identificando-se com ele, como que passando para ele seus pecados (vs. 14-17). Após a transferência do pecado, o próprio ofertante imolava o animal. Quando o animal morria, O sangue dele era derramado, indicando que, diante de Deus, era como se o pecador tivesse morrido e o sangue dele derramado. O sacerdote, por sua vez, aspergia o sangue ao redor do altar e colocava ali os pedaços do sacrifício para ser queimados, significando que sua pessoa era queimada. Quando aspirava a fumaça, Deus, por Sua vez, se agradava e se reconciliava com o pecador.

Para ser nossa real oferta pelo pecado, Cristo teve de vir, primeiramente, como descendente de Davi, como homem, para resolver o problema do pecado. Quando recebemos o Senhor Jesus, experimentamos Cristo como nosso substituto na cruz. Louvado seja o Senhor! Podemos orar: "Senhor Jesus! Nós pecamos e deveríamos morrer, mas, muitíssimo obrigado, ó Deus, por Tua provisão, substituindo-nos na cruz, concedendo-nos Teu perdão e graça! Amém!".

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O evangelho de Deus

Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus (Rm 1:1)

Mt 1:18; Rm 1:1-4; Hb 4:15; 9:22


Nesta semana, daremos continuidade à Epístola de Paulo aos Romanos. Essa epístola é um dos livros mais profundos, que aborda a salvação completa de Deus e tem como tema principal o evangelho de Deus.

Como o tema desse livro é o evangelho de Deus e ele é precedido dos quatro evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João -, é também considerado o quinto evangelho. Essa epístola aborda todos os aspectos da plena salvação de Deus. Vemos nos primeiros capítulos uma bela exposição acerca do evangelho da graça, e, ao final, do evangelho do reino. Romanos é um livro que nos apresenta o evangelho completo. Para extrair vida de suas preciosas verdades, é necessário ter uma mente lúcida, capaz de ter um conhecimento claro das verdades e, ao mesmo tempo, invocar o nome do Senhor. Essa prática nos ajudará a compreender as verdades, exercitando nosso espírito. Caso contrário, nos perderemos em discussões teológicas e doutrinárias.

Podemos afirmar que a experiência provém do conhecimento. À medida que conhecemos a Palavra e temos experiências, a verdade será consolidada em nosso interior, formando um conteúdo consistente. Isso será como um "combustível" queimando dentro de nós, mantendo nosso espírito sempre fervoroso (Rm 12:11). No início da Epístola aos Romanos o apóstolo Paulo define o tema desse livro - o evangelho de Deus: "Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras" (1:1-2).

Esse evangelho diz "respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi" (v. 3). O evangelho não é composto somente de palavras, histórias ou doutrinas; o evangelho é uma pessoa viva, Jesus Cristo, que é apresentado em dois aspectos: como Filho do Homem, o descendente de Davi; e como Filho de Deus, por meio da ressurreição (v. 4).

Como Filho do Homem, participando de carne e sangue, Ele não veio diretamente de Davi, mas de Maria e José, que descendiam de Davi, conforme lemos: "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa (8:3)". Ele veio em carne e osso, com todos os sentimentos humanos, até mesmo sujeito às tentações. Contudo Ele não pecou! Assim, Ele pôde compadecer-se de nós, os pecadores (Hb 4:15). Davi é um representante típico de todos nós, os pecadores. Ele cometeu muitos pecados, dentre eles, o da fornicação e adultério (2 Sm 11:1-5), e também foi homicida (vs. 14-25). Para Deus salvar o homem, à luz da Lei, alguém deveria morrer para haver remissão de pecados (Hb 9:22). Assim, Cristo veio em carne, como um descendente de Davi, mas sem pecado. Um homem perfeito, para morrer por nós e conceder-nos o perdão e a justificação.

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Justificados e reconciliados

Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida (Rm 5:10)

Rm 4:1-3; 5:1-9; 6:1-6; 8:15


Vimos ontem que, embora todos os homens tenham pecado, Deus entregou o Seu próprio Filho como substituto para ser sacrificado em nosso lugar, a fim de nos justificar. Paulo desenvolve o assunto da justificação no capítulo 4 do livro de Romanos, quando fala da experiência de Abraão. Não se trata de fazer grandes obras que possam ser reconhecidas por Deus. Tudo o que Abraão fez foi crer. Esse é o nosso grande "segredo": ter fé em Deus e não confiar em nós mesmos. Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça (v. 3). Da mesma forma, tudo o que precisamos fazer é crer na obra de Cristo por nós. Quando nós cremos e confessamos, tudo aquilo que aconteceu com Cristo se torna nossa realidade, e somos justificados não por obras, mas pela fé (5:1; Gl 2:16).

Além disso, "Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5:8). Por meio desse versículo temos clareza de que não recebemos a salvação por mérito nosso; ela é obra do imenso amor que Deus tem por nós. Por causa desse grande amor, não estamos mais debaixo da Sua ira. Antes, por intermédio de Cristo, não apenas fomos justificados pelo Seu sangue, como também fomos reconciliados com Deus (vs. 9-10).

Uma vez reconciliados, hoje podemos clamar "Aba, Pai" (8:15). Deus deseja que Seus filhos sejam completamente salvos pela Sua vida (5:10). Isso significa que, embora tenhamos sido feitos Seus filhos, ainda precisamos crescer em vida até alcançarmos a maturidade. Esse é o evangelho que Paulo nos mostra na carta aos romanos: não uma mera teoria, mas a própria vida de Deus crescendo em nós e nos preparando para reinar com o Senhor.

O capítulo 6 de Romanos fala da nossa identificação com Cristo em Sua morte e ressurreição. Já vimos que todos nós nascemos com uma carne pecaminosa. Portanto a única maneira de sermos libertos do pecado é tendo nossa carne crucificada. Graças ao Senhor, quando Cristo morreu na cruz, nossa carne foi crucificada com Ele, e morremos para o pecado (v. 3). O versículo 4 nos fala da "morte pelo batismo". Todos precisamos passar por essa experiência: não apenas crer na morte e ressurreição do Senhor, mas sermos batizados para sepultar definitivamente nosso velho homem. Esse é um testemunho que todos damos de que nosso velho homem agora está sepultado, e hoje temos uma nova vida com Cristo. Nos versículos 5 a 10 vemos que, assim como nosso velho homem foi crucificado juntamente com Cristo, nós, que também ressuscitamos com Ele, podemos viver para Deus.

(Palavra Extraída do Alimento Diário)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A obra de Cristo como nosso substituto

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5:1)

Jo 1:11; At 14:27; Rm 2:28-29; 3:1-10; 2 Co 11:3; Hb 10:19-20


No capítulo 2 de sua Epístola aos Romanos, Paulo mostra que o julgamento de Deus não é segundo o padrão moral e ético dos homens, mas segundo a verdade (vs, 1-3). Muitas vezes somos tentados a julgar essa ou aquela pessoa, mas o único que está em condições de julgar é Deus, pois Ele é a própria verdade e julga de forma imparcial (v. 11). Por essa razão, não deveríamos apontar os defeitos dos outros. Ao nos depararmos com uma situação que não é adequada, devemos orar ao Senhor para que Ele traga luz às pessoas envolvidas. Pelo poder do evangelho cremos que toda situação anormal pode ser restaurada à normalidade.

A partir do versículo 17 do mesmo capítulo, Paulo dirige a palavra especialmente aos judeus. Pelo fato de terem se apegado à lei de Moisés e às tradições, os judeus não receberam o Senhor quando Ele esteve na terra (Jo 1:11) e, mesmo após a ressurreição de Jesus, muitos ainda resistiam ao evangelho, razão pela qual essa porta foi aberta aos gentios (At 14:27). Hoje precisamos ter cuidado com a nossa situação espiritual: muitas vezes, com o passar do tempo, perdemos a simplicidade e pouco a pouco nos tornamos complicados (2 Co 11:3). Por isso, conforme os anos vão passando, precisamos pedir ao Senhor para nos manter simples. Além disso, Paulo nos mostra que o que realmente importa para o Senhor não é a aparência ou o simples conhecimento teórico, mas a realidade do que somos em nosso coração (Rm 2:28-29).

No capítulo 3, Paulo continua discorrendo sobre a vantagem que o povo judeu tinha sobre os demais povos. Uma grande vantagem é que eles tiveram, desde o Antigo Testamento, os profetas que traziam os mandamentos e as palavras da parte de Deus (v. 2). No entanto o que representava um benefício no início acabou se tornando um empecilho para que eles cressem nas palavras de Jesus, pois haviam se tornado orgulhosos como quem já sabia muita coisa. Esse também é um alerta para nós: jamais podemos deixar que o orgulho tome conta do nosso coração. A nossa atitude deve ser a mesma do nosso Senhor, que foi humilde e obediente em todas as circunstâncias (Fp 2:5-8). Paulo ainda nos mostra que tanto judeus quanto gentios estão debaixo do pecado e não há justo, nem um sequer (Rm 3:9-10). Por esse motivo, Deus nos proveu a salvação por meio de Seu Filho (v. 24)

Como pecadores, todos nós merecíamos a morte como forma de expiar os nossos pecados. Mas como poderíamos morrer e ainda ser úteis a Deus? Por esse motivo, Ele providenciou um substituto para o homem. No Antigo Testamento o pecador deveria se identificar com um animal que seria imolado e oferecido como sacrifício a Deus. Mas no Novo Testamento o próprio Cristo foi morto em nosso lugar para nos justificar. Também fomos santificados, isto é, separados de tudo o que é desse mundo (1 Co 6:11). Dessa forma, hoje podemos servir ao Senhor e ainda temos o livre acesso à presença de Deus no Santo dos Santos (Hb 10:19- 20). De nossa parte, bastou-nos crer com o coração e confessar com a boca para que recebêssemos a salvação (Rm 10:9, 13). Aleluia! Esse evangelho é maravilhoso!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)