segunda-feira, 17 de março de 2014

A economia de Deus no Antigo e no Novo Testamento

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17:17)

Gn 6:18; 9:11-13; 15:18; Êx 2:24; 19:5; Mt 26:28; Hb 8:8; 12:24


Esta série do Alimento Diário tem como tema "A nossa atitude para com as verdades". As verdades vêm da Palavra do Senhor, e a Palavra é a própria verdade (Jo 17:17). As verdades registradas em cada um dos sessenta e seis livros da Bíblia são para nosso desfrute, experiência e prática. Essas verdades são a nutrição da nossa vida cristã e o alimento espiritual para nos fortalecer no dia a dia.

Nas semanas anteriores vimos sobre o ministério da nova aliança, que é o ministério do Espírito e vida. Também vimos que precisamos andar na verdade, isto é, praticar a Palavra.

Uma aliança é um pacto, um acordo feito entre duas ou mais partes. Em toda a Bíblia vemos que Deus fez várias alianças com os homens, desde Noé (Gn 6:18; 9:11-13), depois com Abraão, Isaque e Jacó (15:18; Êx 2:24), e com o povo de Israel (19:5; Hb 8:8). Uma parte importante dentre os trinta e nove livros do Antigo Testamento foi escrita por Moisés - o Pentateuco (Lc 24:27, 44). Sabemos que ele ficou quarenta dias e quarenta noites no monte Sinai a fim de receber a lei que o povo deveria guardar e os detalhes do tabernáculo que deveria ser edificado. Seus escritos se constituíram a base da antiga aliança

Todavia, quando o Senhor Jesus veio, Ele estabeleceu conosco uma nova aliança (Mt 26:28; Hb 12:24). Os vinte e sete livros do Novo Testamento podem ser agrupados em duas seções: as catorze epístolas de Paulo, e os livros dos demais autores, como Mateus, Marcos, Lucas, João etc. As epístolas escritas por Paulo discorrem a respeito da economia neotestamentária de Deus, que lhe foi revelada nas regiões da Arábia. Por meio da revelação que ele obteve, podemos compreender melhor qual o conteúdo da nova aliança.

Paulo foi o apóstolo enviado aos gentios. Quando o Senhor o escolheu e o chamou, Paulo nada sabia do Novo Testamento. Ele se dizia fariseu dos fariseus, havia aprendido aos pés de Gamaliel, um grande mestre; no que diz respeito à lei, era irrepreensível (At 22:3; Fp 3:5-6). De acordo com o Antigo Testamento, ele era uma pessoa muito útil. Deus, porém, o transferiu da antiga para a nova aliança, e o transformou em um vaso útil para sua economia neotestamentária e o incumbiu de escrever mais da metade dos livros que compõem o Novo Testamento.

Dentre as catorze epístolas de Paulo, seis foram escritas antes de seu primeiro aprisionamento em Roma: Romanos, Gálatas, Primeira e Segunda Coríntios e Primeira e Segunda Tessalonicenses. Em Roma foram escritos quatro livros importantíssimos que, juntamente com Gálatas, falam da economia de Deus e a complementam: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Deus queria usar a Paulo e por isso o equipou, para que ele escrevesse tudo o que recebera em suas visões e revelações; e nós recebêssemos muita ajuda de seus escritos.

Por meio de pessoas como Paulo, Deus pôde deixar por escrito Suas riquezas, verdades e revelações. Suas palavras foram registradas não apenas para serem conhecidas e estudadas por nós, mas principalmente para que as pratiquemos, e assim possamos crescer na vida de Deus. Graças ao Senhor por vivermos nesta era e termos a revelação da economia neotestamentária de Deus!

OBS: Palavra extraída do Alimento Diário

sexta-feira, 14 de março de 2014

O fluir do sangue para nossa redenção

Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé (Rm 3:24-25a)

Jo 1:19; 19:34; Rm 1:3; 8:3; Hb 9:22


Todos os escritos do Antigo e do Novo Testamento foram inspirados pelo Espírito Santo (2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20-21). Isso, portanto, incluem os escritos do apóstolo Paulo e dos apóstolos que conviveram com o Senhor.

A questão crucial que se repete ao logo desta série é: Qual deve ser nossa atitude para com as verdades? Deve ser de tomá-las no espírito com intuito de praticá-las (Jo 13:17). Somos ministros da nova aliança, não buscamos o mero conhecimento da letra, mas do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito dá vida (2 Co 3:6). Em outras palavras, receberemos mais luz, vida e ajuda se lermos as Escrituras com nosso espírito. As palavras do Senhor são Espírito e são vida (Jo 6:63).

Vejamos, por exemplo, a Epístola de Paulo aos Romanos: "Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, com respeito a seu Filho" (Rm 1:1-3a). Nesses versículos, o apóstolo Paulo esclarece que o evangelho de Deus diz respeito ao Filho. Portanto ele tratará acerca do evangelho de Deus, que nos salva em duas etapas.

A primeira diz respeito ao Filho vindo em carne, como o Filho do Homem, da descendência de Davi; e, a segunda etapa, diz respeito ao Filho, designado Filho de Deus segundo o espírito de santidade e pela ressurreição dos mortos (vs. 3b-4).

O Senhor Jesus era descendente de Davi. Embora o Senhor tivesse sido concebido pelo Espírito Santo (Mt 1:18, 20), Seu corpo foi recebido de Maria. Ela era descendente de Davi, e este era representante típico de um pecador. Portanto Seu corpo era semelhante à carne pecaminosa, mas sem pecado (Rm 8:3). Dessa forma, o Senhor Jesus como descendente de Davi, participou de carne e sangue para nos salvar (Hb 2:14-15).

De acordo com a lei, só poderia haver remissão de pecados, mediante derramamento de sangue (Hb 9:22). Portanto, como Homem perfeito, e sem pecado, o Senhor estava qualificado a derramar Seu sangue a fim de recebermos a remissão dos nossos pecados. Ele foi à cruz e morreu como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1:29).

A Bíblia mostra que o Senhor ficou na cruz durante seis horas. Quando Jesus viu que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: "Tenho sede!" (19:28). Depois de darem a Ele vinagre numa esponja fixada em um caniço de hissopo e ter tomado o vinagre, Jesus disse: "Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito" (v. 29).

O dia seguinte à crucificação do Senhor seria sábado. Nesse dia, pela lei judaica, nada se podia fazer, pois era o repouso sabático. Com isso, para evitar que os crucificados escapassem, era comum os soldados quebrarem-lhes as pernas, o que fizeram a ambos que estavam ao lado do Senhor (v. 32). Quando, porém, viram que Jesus já havia morrido, um dos soldados, Lhe abriu um dos lados com uma lança, de onde fluíram sangue e água (vs. 33-34).

Isso aconteceu para que se cumprisse a escritura, conforme João registrou: "Nenhum dos seus ossos será quebrado" (v. 36; cf. SI 34:20). Enquanto a maioria dos discípulos estava distante, João estava muito próximo à cruz e viu com detalhes esse momento. Além dele, estavam próximas a cruz algumas irmãs: Maria, mãe de Jesus, a irmã dela, Maria, mulher de Clopas e Maria Madalena (Jo 19:25).

O fato de ter fluído sangue e água do lado do Senhor tem um significado importante na tipologia. Quando Deus fez cair pesado sono sobre Adão, do seu lado lhe retirou uma costela, da qual edificou lhe Eva, sua auxiliadora idônea (Gn 2:21-22). Da mesma forma, o Senhor dormiu na cruz e de Seu lado saíram sangue e água, a redenção e a vida, os elementos suficientes para gerar e edificar a igreja, a noiva de Cristo.

Esse, portanto, corresponde à primeira parte do evangelho de Deus. O Senhor Jesus, como o Descendente de Davi, proporcionou-nos nossa redenção, pavimentando o caminho para recebermos Sua vida. Amém!

Palavra extraída do Alimento Diário.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Não constituir discípulos para nós mesmos

Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento (1 Co 3:5-7)

Mc 2:18; At 9:19-30


Depois de batizado, Paulo permaneceu em Damasco e, em seguida, foi à Arábia (GI 1:15-17). Ali o apóstolo Paulo fora arrebatado ao terceiro céu e recebeu o conteúdo da economia neotestamentária (2 Co 12:1-4).

Como o apóstolo Paulo conhecia apenas a economia veterotestamentária, Deus precisava constituí-lo e equipá-lo com a economia de Deus do Novo Testamento. A revelação dessa economia, porém, não o tornara uma pessoa madura. Por isso, quando regressou a Damasco, Paulo precisou aprender algumas lições. Com todo conhecimento que tinha, tanto do Antigo como agora, do Novo Testamento, mas por ser ainda imaturo, ele passou a discutir com os judeus religiosos e constituir discipulado próprio (At 9:19-30).

Quanto ao discipulado, o Novo Testamento mostra uma séria advertência quanto a ter discípulos, isto é, seguidores de pessoas. Vejamos a experiência de João Batista. Sua comissão consistia em preceder o Senhor, preparando-Lhe caminho para que as pessoas se convertessem a Ele (Mt 3:3, 11). Após o batismo do Senhor Jesus, João Batista deveria sair de cena e seguir o Senhor. A questão é que ele não tomou esse caminho e ainda manteve seu grupo de discípulos, que, mais tarde, concorria com os discípulos do Senhor (Mc 2:18).

Além disso, após ser encarcerado, João Batista enviou seus discípulos para questionar o Senhor Jesus se Ele de fato era o Cristo: "Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo mandou seus discípulos perguntarem-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Mt 11:1-2). A resposta do Senhor a ele, além de esclarecedora, teve, também, uma séria advertência: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço" (vs. 4-6).

Paulo, porém, diferentemente de João Batista, aprendeu a lição. Depois de sair de Damasco, não o vemos mais agindo assim. Em nossos dias, precisamos tomar essas palavras como um alerta. O Senhor não se agrada de que façamos discípulos para nós mesmos. As pessoas que, amorosamente, levamos ao Senhor e lhes ajudamos a crescer em vida, são discípulos do Senhor (28:18). Por isso, precisamos ter discernimento quanto à maneira como as conduzimos. lembremos sempre disso: nossa porção é ajudar as pessoas a seguir o Senhor! Amém!

Obs: Palavra extraída do Alimento Diário

quarta-feira, 12 de março de 2014

As duas linhas das verdades em toda a Bíblia

E agora, por que te demoras? Levanta- te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele (At 22:16)

Rm 10:12-13; 1 Co 1:2; 12:3; Fp 2:9-10; 2 Tm 2:22


As verdades contidas na Bíblia têm duas grandes linhas. Uma corresponde ao Antigo Testamento e a outra ao Novo Testamento. A primeira pode ser comparada a um quadro, uma figura. Seu principal ministro foi Moisés, o qual recebeu diretamente de Deus a economia veterotestamentária, no monte Sinai, durante quarenta dias e quarenta noites (Êx 24:18; 34:28).

Sob a condução de Moisés, o povo de Israel foi tirado do Egito e levado ao deserto. Durante quarenta anos, eles vaguearam no deserto, a fim de que as coisas velhas ficassem lá sepultadas. A nova geração, entretanto, nasceu, constituiu um exército que entrou na terra de Canaã. Essa é uma figura do reino vindouro, o qual é precedido de nossas experiências de negar-nos a nós mesmos no "deserto", na era da igreja. À medida que tomamos essa atitude, nossa entrada na "Canaã" vindoura, o reino, será garantida.

A segunda grande linha da Bíblia é a que está no Novo Testamento. Nela, a verdade tem duas fontes principais, a dos doze apóstolos (representados principalmente por Pedro e João) e a do apóstolo Paulo. A primeira foi resultado do convívio dos apóstolos com o Senhor Jesus. Em sua idade avançada, eles chegaram à maturidade espiritual. A segunda, a de Paulo, diferentemente dos apóstolos, foi resultado das visões e revelações que teve quando esteve nas regiões da Arábia.

O apóstolo Paulo fora levantado porque os doze apóstolos permaneceram em Jerusalém e não cumpriram a comissão dada pelo Senhor de pregar o evangelho também aos gentios, iniciando em Jerusalém e alcançando os confins da terra (At 1:8). Diante da perseguição e aprisionamento aos que invocavam o nome do Senhor, os apóstolos, provavelmente, cessaram de invocá-lo publicamente, para não serem presos. Porém não saíram de Jerusalém a fim de cuidar dos que permaneceram ali.

Paulo, que até então era conhecido como Saulo, um terrível perseguidor da igreja, pediu cartas para prender os que invocavam o nome do Senhor em Damasco (At 8:1-3; cf. 9:1-2, 14). A caminho desta cidade, porém, Paulo se converteu ao Senhor (vs. 17-18). Ele foi batizado, invocando o Seu nome (22:16), graças à ajuda de Ananias. Paulo recebeu a comissão do Senhor de levar Seu nome aos gentios e reis (v. 15). A partir de então, ele passou a pregar o evangelho, levando as pessoas a invocar o nome do Senhor. Dessa forma, o ministério de invocar o nome do Senhor foi restaurado e isso se tornou parte das verdades apresentadas por ele em suas epístolas (Rm 10:12-13; 1 Co 1:2; 12:3; Fp 2:9-10; 2 Tm 2:22).

Obs: Palavra extraída do Alimento Diário

terça-feira, 11 de março de 2014

O ministério de João permanecerá até que o Senhor venha

Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me (Jo 21:22). Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João (Ap 1:1)

A vida da alma de Pedro era muito forte e com frequência dava ao Senhor a oportunidade de corrigi-lo. Quando o Senhor lhe falou que ele ainda era "moço", indicando que Pedro era imaturo, ele demonstrou uma pequena insatisfação (v. 18). Percebemos isso por sua reação ao perguntar ao Senhor quanto ao destino de João: "E quanto a este?" (v. 21). Era como se quisesse dizer: "Por que o Senhor só fala de mim!? E quanto a João, não vai dizer nada!?".

A resposta do Senhor, porém, a Pedro foi: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me" (v. 22). Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. João, todavia, explicou: "Ora, Jesus não dissera que tal discípulo não morreria, mas: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?" (v. 23). Em outras palavras, o que João queria dizer é que seria impossível permanecer vivo até a volta do Senhor por causa da limitação da vida humana, que está sujeita às enfermidades. O que, na verdade, permaneceria até a volta do Senhor seria o seu ministério e não seu corpo físico. A vida física de João passou, mas suas palavras não.

Alguns preciosos servos de Deus, afirmaram que, quando um ministro do Senhor dorme, seu ministério termina. Esse princípio se aplica aos apóstolos do Senhor. O ministério deles passou quando eles morreram. O de João, no entanto, permanecerá até a volta do Senhor!

Em Apocalipse 1:1 diz: "Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João". O versículo acima nos mostra que a revelação de Jesus Cristo fora dada primeiramente a João e este deveria mostrar aos demais servos. Hoje somos os muitos servos no ministério de João.

O ministério de João se dedica à prática das verdades, sendo essa também a nossa ênfase. Embora muitos se dediquem a estudar o ministério de Paulo, dando ênfase ao conhecimento e transmissão das verdades (1 Tm 2:4; 2 Tm 2:2), devemos dar atenção à prática delas, pois toda a Palavra de Deus deve ser praticada. Baseados nisso é que o tema desta série do Alimento Diário é "Nossa atitude para com as verdades". Precisamos conferir com nosso viver, qual tem sido nossa atitude para com as verdades. Somos meros ouvintes ou praticantes? (Tg 1:22).

Obs: Texto extraído do Alimento Diário.