segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A boa-nova de Deus

Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! (Rm 10:15b)

Rm 7:1-6; 8:8; 1 Co 2:14; Ef 4:22; Cl 2:14; 1 Pe 2:24


A Epístola aos Romanos traz-nos a revelação do evangelho de Deus, a boa-nova de Deus para o homem (Lc 2:10-11). Como veremos nesta semana, essa revelação é algo maravilhoso! Estávamos mortos em nossos delitos e pecados, pois fomos concebidos em pecado, e o nosso destino era a ira de Deus e a morte (Rm 6:23; Ef 2:1, 3). Como resultado, não tínhamos esperança; estávamos sem Deus no mundo (v. 12), tendo a carne, o velho homem e o ego como nossos piores empecilhos para servirmos a Deus (Rm 8:8; Ef 4:22; 1 Co 2:14). Até mesmo a lei, por estar enferma pela carne, não tinha eficácia ou poder para vencê-lo (Rm 8:3a). Todavia, no livro de Romanos, o apóstolo Paulo mostra que o Filho de Deus veio da descendência de Davi, segundo a carne, filho de Maria (Rm 1:3; Lc 1:30-33) e, como homem, morreu na cruz em nosso lugar, trazendo-nos a salvação e a redenção. Aleluia!

Por amor ao homem, o Senhor Jesus veio em semelhança da carne pecaminosa (Rm 8:3). Como homem, Ele foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado (Hb 4:15). Durante Seu viver na terra, tudo o que fazia era em comunhão e submissão ao Pai; Ele nada fazia de Si mesmo, pois desceu do céu não para fazer a Sua própria vontade, e sim a Daquele que O enviou (Jo 5:19; 6:38). Assim, como homem, Ele venceu a carne!

Além do pecado e da carne, há o problema do velho homem. Segundo o que o apóstolo Paulo disse em Romanos 7, todos nascemos "casados" com esse "marido", que nos induzia a viver e agir segundo a vida pecaminosa. Porém esse velho homem, esse antigo marido, já morreu com o Senhor, na cruz (vs. 1-6). Por meio da morte de Cristo, fomos libertos da velho homem e, consequentemente, do pecado e da morte. Quando foi crucificado, Jesus dependurou todas essas coisas no madeiro e nos libertou (Rm 6:6; Cl 2:14; 1 Pe 2:24). Mas para que fomos libertados? Para seguir o novo e legítimo "marido", o Senhor Jesus Cristo, e andar em novidade de vida. Ao crer no Senhor, fomos justificados mediante a fé e temos paz com Deus. Fomos também reconciliados com Ele mediante a morte de Seu Filho; não somos mais inimigos de Deus e diariamente podemos ser salvos pela Sua vida (Rm 5:1, 10). Agora cabe a nós invocar o nome do Senhor para desfrutarmos da plena salvação e da transcendente lei do Espírito e da vida, que nos livra de toda condenação (7:4, 8:1-2; 2 Co 11:2).

Com base na maravilhosa redenção realizada pelo Senhor Jesus, não apenas fomos salvos, mas também ganhamos uma nova vida pela regeneração e nos tornamos filhos de Deus. Contudo não devemos nos contentar em ser somente "filhos pequenos" (téknon, em grego), mas prosseguir até nos tornarmos "filhos maduros"(huiós, em grego), pois fomos predestinados para filiação (huiothesía, em grego - Ef 1:3-5; Rm 8:16-17). Em outras palavras, não podemos continuar na condição de "crianças espirituais", mas devemos avançar para o patamar de herdeiros, aptos para administrar a herança do Pai e fazer a Sua vontade (Gl 4:1-7).

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

Reconciliação com Deus (2)

De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus (2 Co 5:20)

Mt 27:51; Rm 1:9; Hb 6:19; 9:2, 7; 13:13


Estando já reconciliados com Deus mediante a morte de Cristo, representada pelo altar de holocausto, na figura do tabernáculo, passamos pelo átrio, rumo ao Santo Lugar a fim de servir a Deus. Ali havia três mobílias: o candelabro de ouro, a mesa com os pães da presença e o altar de incenso (Hb 9:2; Êx 37:10, 17, 25). Entretanto o objetivo de Deus ao nos reconciliar com Ele não era que parássemos nessa parte do tabernáculo, mas que chegássemos até o Santo dos Santos.

No Antigo Testamento, era proibido entrar no Santo dos Santos. Somente o sumo sacerdote, uma vez ao ano, poderia fazer isso (Hb 9:7). Mas, quando Cristo morreu na cruz, o véu foi rasgado de alto a baixo (Mt 27:51). Dessa forma, o que isolava o homem de Deus foi rasgado, abrindo-se o caminho para o Santo dos Santos. Por isso Deus hoje chama a todos nós para que nos reconciliemos com Ele no Santo dos Santos, isto é, em nosso espírito humano regenerado. Não é suficiente só o fato de estarmos na vida da igreja, representada pelo Santo Lugar, envolvidos em atividades; antes, precisamos servir em nosso espírito (Rm 1:9). Para isso, devemos invocar o nome do Senhor para assegurar-nos de que tudo que fazemos é segundo o guiar do Espírito de Deus.

A maioria dos cristãos só experimentou a primeira reconciliação, mas ainda não se reconciliou com Deus no Santo dos Santos. Somente os que vivem no Santo dos Santos, no espírito, chegarão à condição de filhos maduros de Deus. Estes, antes de sair para servir o Senhor fora do arraial, a fim de pregar o evangelho, devem ir a Ele além do véu (Hb 6:19; 13:13). Sendo assim, no começo do dia, a primeira atitude é ir além do véu, entrar no Santo dos Santos, estar na presença do Senhor e encher-nos da Sua glória. Depois disso saímos do arraial para servir. Esse é o serviço que agrada ao Senhor.

A segunda reconciliação, portanto, acontece em nosso espírito, o Santo dos Santos hoje. Era a isso que o apóstolo Paulo se referia ao escrever: "Muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Rm 5:10b). A primeira reconciliação aconteceu mediante a morte de Cristo. Não temos mais dívidas com a Lei. Todavia, depois de reconciliados, ainda há um "muito mais". A partir da primeira reconciliação podemos avançar, isto é, "seremos salvos pela Sua vida". Essa salvação pela vida divina é a salvação orgânica, diária, que visa amadurecer e capacitar-nos para reinar com o Senhor no mundo que há de vir.

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

Reconciliação com Deus (1)

Também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação (Rm 5:11b)

Jo 3:6; Rm 8:6-11


A salvação completa de Deus pode ser vista, também, sob três estágios relacionados às três partes do homem - espírito, alma e corpo. Quando cremos no Senhor Jesus, nosso espírito recebe o Espírito de Deus (Jo 3:6). À luz da Epístola aos Romanos vemos que: "Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça" (8:10). Quando invocamos o nome do Senhor, a primeira parte de nosso ser a receber vida é o espírito. Após a salvação do espírito, temos a salvação da alma, cuja parte principal é a mente. A salvação da alma ocorre conforme descreve o versículo 6: "Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz". Conforme o original, esse versículo é mais bem traduzido para: “A mente colocada na carne é morte, mas a mente colocada no espírito é vida e paz". Para que nossa mente seja posta no espírito, precisamos invocar o nome do Senhor. O resultado é vida para a alma. Com esse contínuo exercício, nossa alma será salva.

Finalmente nosso corpo em contato com o Espírito também receberá vida: "Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita" (v. 11). O corpo, portanto, é a derradeira parte a ser salva pelo Espírito. Podemos ver isso em nosso dia a dia. Algumas vezes, quando chegamos em casa, sentimos dor de cabeça ou cansaço físico e não temos vontade de ir à reunião da igreja. Quando, no entanto, insistimos em ir à reunião, tudo desaparece. Quanto mais no espírito vivemos, mais vida ganhamos em nosso corpo mortal, por meio do Espírito que em nós habita. Isso é ser salvo pela vida (v. 10b).

Ao ler 2 Coríntios 5, conseguimos entrar nessa profunda verdade da reconciliação: "Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus" (vs. 18-20). Por que o apóstolo Paulo roga novamente para nos reconciliarmos no versículo 20, se já havia afirmado que Deus nos reconciliou no versículo 18? Eis aqui mais uma profunda verdade contida nessa epístola. A primeira reconciliação foi mediante a morte de Cristo na cruz, isto é, a redenção judicial, onde é resolvido o problema do pecado. A segunda reconciliação, porém, ocorre pelo contínuo dispensar da vida do Filho de Deus em nós, fazendo-nos crescer em vida. Essa é uma reconciliação adicional.

Portanto, na reconciliação judicial, temos paz com Deus (Rm 5:1), uma vez que as altíssimas exigências da lei foram satisfeitas por ter Cristo derramado Seu sangue na cruz. Não temos mais qualquer demanda com a lei, uma vez que Cristo nos substituiu. Uma vez reconciliados judicialmente, estamos prontos para a etapa seguinte de nossa reconciliação!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O primeiro aspecto da salvação

Nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho (Rm 5:10a)

Rm 5:1; 8:1, 17, 19

No versículo 15 de Romanos 8 lemos: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai". Segundo o original grego, a palavra "adoção" nesse versículo é huiothesía, que é mais bem traduzida por "filiação". Quando nascemos de novo, recebemos a vida eterna, que nos permite chamar Deus de Pai: "Aba, Pai!".

No versículo 16 temos: "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". Ainda que o inimigo venha nos acusar quando erramos, há um testemunho dentro de nós: "Você é um filho de Deus"! O Senhor veio da descendência de Davi para tratar com a nossa natureza caída. Basta nos arrepender e pedir perdão a Ele. Se ainda somos crianças espiritualmente, não fiquemos desencorajados, pois somos também herdeiros (v. 17). Precisamos nos dar conta de que somos herdeiros, vamos herdar o reino de Deus. Por isso precisamos permanecer na vida da igreja, exercitar o espírito, invocando o nome do Senhor, negar a vida da alma, servir o Senhor, pregar o evangelho do reino, desfrutar a Palavra do Senhor e espontaneamente cresceremos na vida divina.

A salvação de Deus, apresentada em Seu evangelho, tem dois aspectos importantes. O primeiro é a redenção judicial, pois tem a ver com a solução de um problema legal, isto é, relacionado à Lei de Deus. O segundo é a salvação orgânica, que diz respeito à nossa contínua salvação por meio da vida divina. Nos versículos 10 e 11 de Romanos 5, temos esses dois aspectos. No lado judicial, os pecadores têm um "processo" na justiça que precisa ser quitado. Deus quer fazer de todo homem Seu filho; para tal, Ele quer dar Sua vida aos homens. Mas, antes de fazer isso, é necessário resolver esse problema legal, chamado pecado. Deus, por ser santo e puro, não podia aproximar-se de nós, pecadores. A lei de Deus do Antigo Testamento é muito severa e mostrava que o homem pecador tinha um problema com a justiça de Deus. Romanos 8:3-4 diz: "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito". Se recorrermos ao original grego, a palavra "preceito" corresponde aos justos requisitos da lei, ou às justas exigências da lei. Ou seja, a lei de Deus tem uma exigência, uma demanda, uma cobrança. Quem consegue satisfazê-la?

Todos nós pecamos e, segundo a lei, o salário do pecado é a morte (6:23). Quem consegue se livrar disso? Deus quer nos dar Sua vida, mas Sua lei se põe no caminho. Por isso Ele enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para cumprir a lei e tirar do caminho a cobrança da lei, a fim de que pudéssemos receber a vida divina. Em Romanos 5:10 vemos que "se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida". Estávamos distantes de Deus, éramos Seus inimigos, pecadores e rebeldes. O Senhor Jesus, entretanto, mediante Sua morte, nos reconciliou com Deus. Dessa forma, a parte legal, judicial, foi satisfeita, pois a morte de Jesus cumpriu para Deus todos os justos requisitos da lei (Hb 9:22). Visto que Cristo morreu em nosso lugar, quando aceitamos o que Ele fez por nós, para Deus é como se nós tivéssemos morrido. Assim, mesmo que alguém tenha sido o pior inimigo de Deus, quando invoca o nome do Senhor, se arrepende de Seus pecados e crê Nele, tudo o que Deus fez por meio de Jesus se aplica a esse pecador. A cruz, a morte do Senhor, nos reconciliou com Deus. Esse é o primeiro passo da reconciliação: estamos em paz com Deus e fomos justificados (Rm 5:1).

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os dois estágios dos filhos de Deus

Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8:14)

Mt 16:24; Rm 6:6; 7:1-3; 8:13; Hb 2:5-8


Ao receber o evangelho da graça, recebemos o perdão de pecados e a vida divina. A partir de então precisamos crescer em vida. Para isso, o Senhor nos colocou na vida da igreja, um ambiente dinâmico e cheio de vida. Nela, duas coisas devem acontecer. Primeiro, é necessário negar a nós mesmos (Mt 16:24); segundo, somos aperfeiçoados, servindo o Senhor, para que, um dia, governemos no mundo que há de vir (Hb 2:5-8). Nessa saudável vida da igreja, praticamos a palavra do Senhor, invocamos Seu nome, temos graça para negar nossa vida da alma, para ganhar mais da vida divina, obtendo, assim, a vida abundante do Filho de Deus. Um ambiente assim leva-nos ao amadurecimento.

Para compreender melhor o desejo de Deus, vamos ler alguns versículos em Romanos que esclarecerão esse processo de crescimento de vida: "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus" (8:14). A palavra "filhos" no grego é huiós, que significa um filho já maduro. Portanto, todos aqueles que vivem no espírito, são esses filhos maduros guiados por Deus. Pelo fato de ter a palavra do Senhor e invocar Seu nome, essas pessoas se tornam sensíveis ao guiar do Espírito; são os filhos maduros de Deus.

O versículo 16 diz: "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". A palavra grega para "filho", nesse versículo, diferente do versículo 14, é téknon, que significa criança. Trata-se de um filho de Deus ainda imaturo. Então podemos ver que, em nosso crescimento espiritual de vida, há duas etapas, ou dois estágios. Irmãos novos ou recém-salvos ainda são téknon. No entanto, alguns que já foram regenerados há bastante tempo continuam sendo téknon, por não terem se alimentado o suficiente da Palavra nem terem negado a si mesmos.

Um filho de Deus ainda criança não poderá reinar no mundo que há de vir. Se um pai que tem riquezas entregar sua herança ao filho menor de idade, este não conseguirá administrar bem a herança que recebeu. Para isso, o filho tem de amadurecer. É salutar, hoje, no viver da igreja, visitar os irmãos e ter reuniões nas casas de oração, para que os irmãos ao nosso redor possam crescer em vida.

No capítulo sete de Romanos, o velho marido, com quem todos nós estávamos casados, é o nosso velho homem (Rm 6:6; cf. 7:1-3). Ele corresponde à carne, ao ego, à vida da alma que nos escraviza, subjugando nosso corpo para praticar o pecado. Mas, graças ao Senhor, temos outra vida em nós, temos o novo marido, isto é, Cristo em nosso espírito regenerado. O velho marido já foi crucificado. Hoje temos de mortificar os feitos do corpo através do Espírito que habita em nós (8:13). Como consequência, passamos a ser filhos de Deus, "huiós ", guiados pelo Espírito (v. 14).

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)