terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fazer morrer o nosso ser natural

Trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então, puseram em cima deles as suas vestes. E sobre elas Jesus montou (Mt 21:7)

1 Rs 1:33, 38, 44; Zc 9:9; Mt 21:5; Lc 19:29


Vemos, nas histórias bíblicas, que, geralmente, os reis eram empossados montados em cavalos majestosos. Davi, por exemplo, utilizava uma mula como condução (1 Rs 1:33). Salomão, por sua vez, para ser designado rei, montou a mula que era de Davi (vs. 38, 44). A mula é um animal formado a partir do cruzamento entre um jumento e uma égua. Esse animal é fisicamente mais parecido com a mãe, ou seja, uma égua, mas consegue herdar do jumento a força e a resistência. Podemos dizer que o jumento, dentre os animais de montaria, é o mais desprezível, posto que os homens preferem os cavalos. O jumento, desse modo, representa o último da categoria.

De acordo com a narrativa de Lucas 19, a partir do versículo 29, para entrar em Jerusalém, o Senhor Jesus pediu aos discípulos que Lhe trouxessem uma jumenta e um jumentinho. Logo, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, na semana derradeira antes de Sua morte e ressurreição, ocorreu num jumentinho. Isso porque era necessário que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Zacarias: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta" (Zc 9:9). O Senhor Jesus, quando entrou na cidade de Jerusalém, não utilizou nenhum animal de grande porte; pelo contrário, visto que é um Rei humilde e manso, montou num jumentinho, cria de um animal de carga, que já Lhe estava preparado (Mt 21:5). o Senhor dirigiu-se a Jerusalém para sofrer muitas coisas dos principais sacerdotes, ser testado e examinado pelos fariseus, passar pela morte de cruz e, por fim, após Sua ressurreição, reinar.

Sabemos que, pelo formidável equilíbrio de um jumento, ele é apto para andar por caminhos íngremes nas montanhas, sendo muito útil como animal de carga. Experimentei disso quando, por causa da obra do Senhor, tive de montar num jumento para alcançar as altas montanhas da Bolívia. O caminho a percorrer era extremamente difícil, cheio de pedrinhas, e, como o meio de transporte era precário, só se conseguia ir de jumento. Por outro lado, quando o jumento resolve empacar, por mais que apanhe, ele desiste de andar. São animais que exigem muita perseverança e um trabalho específico para serem domados. Com uma varinha na mão podemos até corrigi-los. Na primeira tentativa, andam um pouco rápido; porém, depois de alguns passos, diminuem o ritmo e, finalmente, sentam-se.

O caráter de um jumento é muito semelhante à nossa vida da alma, ou seja, extremamente forte. Por várias vezes, só fazemos aquilo que apreciamos. Somos exortados em amor pelos irmãos, contudo insistimos em não nos arrepender.

Assim como o Senhor montou um mero jumentinho, fazendo com que este O servisse, deixemos que Ele mude nossa natureza, disciplinando-nos a fim de que sejamos úteis e dóceis à Sua vontade. Ele nos colocou na vida da igreja para que essa preparação seja levada a cabo, fazendo morrer nossa natureza caída e possamos ser conduzidos por Ele, realizando Sua vontade na terra.

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Sendo transformados

Ele amarrará o seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta à videira mais excelente; lavará suas vestes no vinho e a sua capa em sangue de uvas (Gn 49:11)

Gn 49:8-12; Ap 5:5


Esta semana, antes de darmos continuidade ao livro de Romanos, iremos revisar a história do jumentinho amarrado à vide, bem como do Leão da tribo de Judá, que é o próprio Senhor Jesus.

Ao lermos Gênesis 49:11, deparamo-nos com um jumentinho amarrado a uma videira. Com relação a essa passagem, recordo-me de uma experiência que tive no passado. Em certa ocasião, quando a obra aqui estava sob a liderança de um renomado servo de Deus que já dormiu no Senhor, obtive uma revelação de como aplicar essa passagem. Tal fato ocorreu em um local onde se realizavam duas conferências por ano. Ali havia reuniões do partir do pão aos domingos em dois momentos: uma reunião para os que falavam a língua inglesa e outra para os que falavam a língua chinesa.

Naquela ocasião, optei por participar da reunião em língua chinesa. Nesse dia reparei que meu nome, "Dong", tem o som similar à palavra inglesa "donkey", que, em português, significa jumento. Nesse momento, percebi que eu era, de fato, como um jumento. Jumentos tem uma natureza forte, resistente aos comandos do dono. São caracterizados como animais bastante rudes e grosseiros que, diferentemente do cavalo que se alimenta do pasto, costumam comer qualquer coisa que encontram pelo caminho.

Nós todos somos como jumentos. Debatemos com nosso Senhor muitas vezes, tornamo-nos rebeldes ao Seu falar, insensíveis à Sua vontade e direção, e gostamos de nos "alimentar" de muitas coisas indevidas. Por outro lado, em Gênesis 49:9 temos um leão, o Leão da tribo de Judá, que representa o Senhor em Sua realeza. Embora em nosso ser natural sejamos como jumentos, o Senhor está trabalhando em nós e nos transformando por meio de Sua vida e natureza, a fim de que nos tornemos vencedores, ou seja, leões, como Ele mesmo, para reinar com Ele na manifestação do Seu reino no milênio.

O Senhor Jesus vem da linhagem de reis. Contudo, ao entrar em Jerusalém, mesmo sendo saudado como Rei, Ele o fez montado em um jumento. Se anelamos o reino, nossa vida da alma precisa ser "montada" pelo Senhor Jesus, ou seja, trabalhada em sua natureza. Poderemos ser reis, mas a questão hoje é: como está nossa natureza de jumento? Hoje, como jumentos, estamos sujeitos à transformação do Senhor em nós até nos tornarmos leões?

Que o Senhor Jesus subjugue nossa natureza obstinada e nos infunda cada vez mais Sua natureza divina!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

Seremos semelhantes a Ele

Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é (1 Jo 3:2)

Rm 8:29-39; 2 Ts 1:10


Damos graças ao Senhor, pois, conforme foi abordado nesta semana, a filiação irá culminar na redenção de nosso corpo transfigurado.

No capítulo 8 do livro de Romanos, Paulo continua descrevendo o propósito de Deus para o homem: "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou" (vs. 29-30).

O Senhor é o primogênito entre muitos irmãos, ou seja, é como se o Senhor fosse o nosso "irmão mais velho", conduzindo seus irmãos "menores" à glória de Deus, à filiação. Aleluia, temos um "super poder" dentro de nós que está nos levando para o alvo, conforme relata também o apóstolo João em sua epístola (1 Jo 3:1-2). Muitas pessoas não conhecem essa vida poderosa que há em nós, mas o fato é que, na segunda vinda do Filho do Homem, veremos o Senhor Jesus como Ele é e seremos semelhantes a Ele, para a admiração e testemunho dos que creram (2 Ts 1:10). No momento, o mundo não nos conhece, assim como não conheceu o Senhor Jesus. Porém, Deus nos conhece, pois temos a Sua vida eterna dentro de nós!

Segundo tudo o que é revelado no capítulo 8 de Romanos, só podemos nos entregar ao Senhor e permitir que nosso velho homem, nossa vida da alma, o ego, seja levado para "matadouro" (v. 36). Não deixe que nada o desanime e nunca se esqueça que, por meio Daquele que nos amou, somos mais que vencedores (v. 37). Certamente, Deus nos suprirá graciosamente com Cristo todas as coisas. Somos os Seus eleitos; é Ele quem nos justifica e intercede por nós (vs. 33-34; Hb 7:25).

Passaremos por dificuldades e ciladas do inimigo, mas isso não deve ser motivo para nos separar do amor de Cristo. Como está escrito na parte final do capítulo 8 de Romanos: "Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (vs. 38-39). Louvado seja o Seu nome!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

A revelação dos filhos de Deus

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra (2 Cr 7:14). A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus (Rm 8:19)

Gn 3:17; 5:29; Rm 8:15-22; 1 Ts 4:13-17


O livro de Romanos traz o evangelho de Deus completo ao homem. Como vimos ontem, esse evangelho é grandioso, muito mais do que podemos pensar e imaginar.

Na luz do evangelho de Deus, até mesmo os nossos sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós (Rm 8:18). Em nossa caminhada na vida da igreja, não somos aqueles que vivem atemorizados, mas recebemos o espírito de filiação, baseados no qual clamamos do profundo do nosso ser: ''Aba, Pai" (v. 15; Gl 4:6). "Aba", no original aramaico, significa papai, ou seja, indica uma relação íntima entre pai e filho. E, se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Rm 8:16-17). O desejo de Deus é que nós, Seus filhos, não vivamos mais segundo a carne, mas sejamos guiados pelo Seu Espírito (v. 14).

A própria criação, devido à queda do homem, está sujeita à vaidade e à corrupção da maldição (Gn 3:17; 5:29). Por causa disso, ela geme e ardentemente aguarda a revelação dos filhos de Deus, pois, quando isso ocorrer, ela também será redimida para a liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm 8:19-22).

Antes de libertar a terra do cativeiro da corrupção, no entanto, o Senhor deseja curar a "terra" do nosso coração (2 Cr 7:14). Devemos nos humilhar, orar e buscar ao Senhor para que Ele cure a "terra" do nosso coração, e assim iremos "antecipar" o fim da maldição da criação.

Em Sua volta, quando o anjo ressoar a sétima trombeta, o Senhor Jesus descerá dos céus, e, dentre os filhos de Deus, os que dormiram no Senhor serão ressuscitados e os que estiverem na terra, juntamente com eles, serão arrebatados para o encontro do Senhor nos ares, com um corpo imortal, transfigurado e glorificado (1 Ts 4:13-17), conforme lemos: "Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. [ ... ] Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Co 15:51-57). Esse será o cumprimento da Palavra de Deus!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A salvação do corpo

Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus (1 Jo 5:12-13)

Mt 16:21-23; Jo 20:19-22; 1 Co 15:51-54; Cl 3:2


A prática de negar a vida da alma, o ego, não tem por objetivo apenas melhorar o comportamento do homem. O fato de Deus ter colocado a eternidade em nosso coração significa que Ele desejava ter uma espécie de "recipiente" em nós que pudesse conter a vida eterna de Deus. Ao crermos no Filho de Deus, recebemos a vida eterna dentro de nós (1 Jo 5:20). Isso é maravilhoso!

Deus deseja que a vida eterna, que está em nosso espírito, influencie a nossa alma (mente, vontade e emoção), e a governe segundo a vontade de Deus. A mente, parte líder da alma, por mais capacidade que tenha, ainda é natural, corrompida e limitada. Para Deus contar conosco no mundo que há de vir, nossa alma precisa estar conectada e saturada com a vida eterna de Deus. Negar a si mesmo não é um sofrimento no sentido de tortura, mas uma santa barganha, é a permissão de nossa parte para a vida ilimitada de Deus fazer a Sua vontade em nós. A vida eterna, de ressurreição, tem o poder de extrapolar a mesquinhez de nossa vida da alma, nosso ego, e transformar-nos à imagem do Filho de Deus. Por meio dessa transformação, até mesmo a vida comum do lar entre marido e mulher, a vida social, familiar e de reuniões da igreja ganha mais "qualidade".

Porém é preciso ressaltar que isso só é possível quando vencemos nosso velho homem, ou seja, quando somos guiados pelo Espírito de Deus. Não vivemos mais como escravos das coisas da terra, mas pensamos e buscamos as coisas lá do alto (Mt 16:21-23; Cl 3:2). Na terra, o máximo que um engenheiro e um arquiteto conseguem fazer é um desenho nas dimensões que eles conhecem. No entanto a dimensão de Deus é a da fé, a celestial, onde temos toda sorte de bênção espiritual (Ef 1:3; 2 Co 5:7).

Por fim, Deus irá salvar também o nosso corpo. Por meio de Sua vida eterna, nosso corpo mortal, hoje cheio de fraquezas e doenças, ganhará outra forma no futuro, isto é, será substituído por outro sem limitações de tempo e espaço (1 Co 15:51-54). Esse corpo será como o que o Senhor recebeu após ressuscitar, um corpo de glória, sem restrições ao (Jo 20:19-22). o corpo de ressurreição que o Senhor Jesus ganhou já não era mais o corpo formado do pó de terra, e sim um corpo glorificado, ilimitado. Aleluia!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)