quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Salvação de Deus e a Visão do Tabernáculo - Parte 1

Leitura Bíblica: Rm 8:28-29

I - Nós(Cristãos) somos o verdadeiro tabernáculo de Deus. No antigo testamento existia todo um processo para o homem se aproximar de Deus e ter seus pecados perdoados. O tabernáculo era dividido em três partes - Átrio exterior, Santo Lugar e Santo dos Santos - e apenas o sumo sacerdote, uma vez por ano poderia entrar no Santo dos Santos. Hoje podemos ter comunhão com Deus, entrar em Sua presença, a todo momento. Hoje o Santo do Santos está em nosso espírito.

    A) Todos nós podemos servir a Deus no espírito, temos acesso a Deus pelo novo e vivo caminho. (1Pe 2:5,9-10)(Ex 25:8). Não podemos nos aproximar do Senhor de qualquer maneira, no antigo testamento o pecador deveria apresentar um cordeiro sem defeito, que seria imolado em todo um processo, só então o pecador, identificado com o cordeiro imolado, era aceito por Deus. Hoje Cristo é a nossa oferta, nosso cordeiro, precisamos oferecer Cristo a Deus por meio da nossa confissão e oração. (Lv 1: 1-7).
    B) Nós não fomos comprados com ouro nem prata, mas pelo preciso sangue de Jesus, que Se ofereceu por nós, por isso hoje precisamos experimentar este fato e também levar a outras pessoas. O Senhor quer, deseja, que avancemos em nossa experiência cristã, na plena salvação - espírito, alma e corpo 1Ts 5:23 - crescendo em vida, para obtermos a plena filiação e governarmos com Cristo no mundo que há de vir. (Hb 2:5-8).
    C) Você tem algum pecado oculto? (Hb 9:22). Não precisamos esperar por uma reunião ou conferência para confessarmos e nos limparmos de nosso pecados, podemos nos arrepender agora, confessar e nos limpar de todo pecado. O que faz separação entre nós e Deus são os nossos pecados.(Is 59:1-3) Deus quer nos ganhar completamente! O que tem nos afastado do Senhor? Nos afastado dos irmãos? No inicio da nossa experiência Cristã, nós éramos simples, mas com o tempo ficamos velhos e começamos a reparar e criticar os outros.(1Co 6:11). Devemos voltar a simplicidade!
    D) Talvez seu problema não seja pecado, mas sujeira e contaminação, precisamos nos lavar e avançar, assim como tinha a bacia de bronze no átrio exterior para se lavar e depois então avançar para o Santo lugar, hoje nós devemos nos lavar de toda sujeira e contaminação e avançar em nossa experiência cristã, até quando ficaremos somente na experiência do átrio? (Jo 6:57).

II - O inimigo de Deus faz de tudo, 24 horas por dia, para tirar nosso alimento, que é a Palavra de Deus, e se nós deixarmos que ele tire nosso alimento, certamente iremos desanimar da nossa caminhada cristã, pois sem a Palavra nós desfalecemos, por isso devemos nos alimentar do Senhor mais e mais, não abrir mão de alimentar da Palavra todos os dias, ainda que tenhamos que esmurrar nosso corpo. (1Pe 2:2)

(PS: Palavra extraída da mensagem 1 ministrada na conferência micro-regional em Belo Horizonte - Compartilhar de um jovem)

O evangelho para a glória de Deus

Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para glória de Deus (1 Co 10:31)

Rm 1:20-21, 23, 25, 30; 2:4-5, 7


Deus fez de tudo para que conheçamos o evangelho. Não somente Sua palavra nos traz o evangelho, como toda a Sua criação o declara em Romanos 1:20. Logo, tudo o que Deus colocou ao nosso redor tem como objetivo declarar Seu desejo: que O conheçamos e O glorifiquemos. O problema é quando temos conhecimento de Deus, mas não O glorificamos como Deus nem Lhe rendemos graças (v. 21). Isso ocorre quando não se tem uma visão clara e plena do evangelho. O triste resultado é mudar a glória do Deus incorruptível em semelhança do que é corruptível e mudar a verdade de Deus em mentira (vs. 23, 25).

Uma pessoa pode estar mudando a glória do Deus incorruptível quando, em qualquer situação, ela mesma se coloca no lugar de Deus. Por exemplo, alguns podem ter uma opinião a respeito de como deveriam ser as coisas na igreja e não confiam que Deus, onisciente e onipotente, está no comando de tudo, tendo Sua maneira e Seu tempo para agir. De certa forma, na opinião deles, Deus está deixando de agir como deveria. Na verdade, aqui há uma discordância quanto ao que Deus está fazendo. Por outro lado, quando cremos plenamente no poder de Deus, nós O deixamos operar com total liberdade; não somente acerca daquilo que concordamos, mas até mesmo quando temos de abrir mão de nossa opinião, para dar espaço ao Senhor. Quando isso ocorre, estamos permitindo que o Senhor trabalhe em nós.

Em certos casos, nós temos a nossa opinião formada e não queremos buscar a vontade de Deus. Até mesmo buscamos versículos na Bíblia para fundamentar a nossa posição. Nesse caso, estaremos mudando a verdade de Deus em mentira. A Bíblia também se refere ao termo "aborrecidos de Deus" (Rm 1:30). Estes são os que perdem a esperança, endurecem o coração e começam a fazer tudo à sua própria maneira (2:5). Com o coração endurecido, podem até citar a Palavra de Deus quando argumentam, mas em suas práticas, estão contrariando essa mesma Palavra. Se esse é o caso, a única saída é rogar ao Senhor por arrependimento, pois é a bondade de Deus que conduz ao arrependimento (v. 4).

Outro ponto que devemos ver é que muitas vezes temos problemas com alguns irmãos que servem conosco. Apenas somos abençoados como igreja quando estamos reconciliados com os irmãos. Diante das contendas, percebamos que a igreja não pertence a nós, nem mesmo aos que se consideram líderes, pois a autoridade e o poder pertencem a Deus somente. Não devo permitir que devido à minha dureza de coração, a igreja sofra danos. Da mesma forma, uma família só é abençoada quando o marido e a esposa abrem mão dos conflitos para buscar a paz e a reconciliação. Em qualquer aspecto da vida da igreja, seja o viver de reuniões, o viver familiar ou o viver social, não devemos imputar a culpa de nossos problemas a outros. Quando cremos no evangelho, de fato, confiamos que Deus é totalmente poderoso para transformar a nós mesmos ou a qualquer pessoa. Assim, ganhamos esperança e somos habilitados a perdoar, a pedir perdão, a obter paz e reconciliação. Dessa forma, extinguimos as contendas, dando prioridade ao que é do Senhor, e não a nós mesmos. Como resultado, seremos retribuídos com a vida eterna, por perseverar em fazer o bem e procurar glória, honra e incorruptibilidade de Deus (Rm 2:7).

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O poder de Deus no evangelho

Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego (Rm 1:16)

Rm 1:6, 9,11-12,14,17


De acordo com o livro de Romanos, fomos chamados para ser de Cristo Jesus e dar testemunho desse fato (1:6). Cada um de nós recebeu esse chamamento. Nesse contexto, o apóstolo Paulo testifica que servia a Deus em seu espírito, no evangelho de Seu Filho (v. 9). O evangelho do Filho é a promessa de Deus para todos os homens, não apenas para um grupo seleto de pessoas. Cada vez que olhamos para nossa família, cônjuge, pais ou filhos, não devemos perder a esperança. Não importa em que situação nossa família esteja: a promessa e o chamamento de Deus são para que cada marido, esposa, pai, mãe, filho e filha seja Dele. Estamos todos incluídos nessa promessa.

Servir a Deus no evangelho de Seu Filho significa que não podemos viver separados desse evangelho. O que somos, o que fazemos e o que testificamos deve ser resultado do evangelho, do qual somos frutos e testemunhas. Experimentamos algo real e não estamos sozinhos. Existe em nós a necessidade de compartilhar a fé mútua e os dons espirituais, para que nos confortemos uns aos outros (Rm 1:11-12). Logo, não somos mais individualistas. Quem vive o evangelho sente alegria na comunhão com os santos, sente conforto na companhia dos irmãos e, além disso, sente-se como um devedor (v. 14). Somos devedores porque, ao nos apossarmos das grandiosas promessas de Deus, surge em nosso coração esse sentimento: "Isso não pode ser só para mim. Isso é para todos". Por isso, não nos envergonhamos do evangelho; porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (v. 16). Logo, a questão é se cremos ou não no poder do evangelho.

Quando vamos às reuniões da igreja, nós o fazemos crendo que o evangelho é capaz de nos salvar. Esse ato de crer nos traz esperança. Muitos deixam de se reunir com a igreja por não mais crerem no poder do evangelho em transformá-lo ou transformar os irmãos. Outros desistem de suas famílias por não ter esperança de que a situação de sua casa pode ser mudada. Precisamos crer no poder do evangelho, que é capaz de transformar as pessoas. Se deixamos de comparecer às reuniões da igreja, talvez seja porque ainda baseamos nossa esperança em nossa capacidade de mudar as pessoas e a nós mesmos. Dessa forma, falta-nos fé e também uma viva esperança, mas o fato é que essa capacidade não está em nós; é o evangelho que tem o poder de transformar as pessoas; é o poder do evangelho que consegue mudar a situação da igreja.

A justiça de Deus, ou seja, a vontade de Deus, se revela no evangelho (Rm 1:17). A obra redentora do Senhor Jesus se baseia na justiça e no amor de Deus, porque Ele cumpriu toda a justiça, realizando por completo a vontade do Pai. É nessa obra redentora que o evangelho se revela. Desse modo, a promessa de Deus para nós está fundamentada em Seu amor e justiça, firmes alicerces que não se abalam ao sabor das circunstâncias. O que Deus prometeu, Ele irá cumprir. Por isso, quem crê no poder do evangelho tem esperança; e quem tem esperança, tem alegria. É disso que precisamos para perseverar juntos no viver da igreja.

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A viva esperança no evangelho de Deus

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1 Pe 1:3)

Rm 12:1-2; 13:8; Hb 4:15


Se observarmos a história da igreja, atestaremos que muitas pessoas consagraram suas vidas ao Senhor, sacrificando o próprio futuro (familiar, profissional ou financeiro), e até a vida física, ao se entregarem por inteiro a Deus. Essa entrega completa ocorre quando o coração de alguém é ganho pelo evangelho de Deus. Diante disso, não devemos nos conformar com um conceito doutrinário sobre o evangelho, mas ter nossa mente renovada para experimentá-lo como algo real e vivo para nós. Isso implica perguntar a si mesmo: que impacto o evangelho tem em minha vida? De que modo o evangelho me influencia e controla? Tenho sido transformado por ele?

É importante refletir sobre isso à luz do livro de Romanos, que tem como tema o evangelho de Deus. Nele, o apóstolo Paulo se identifica como servo de Jesus Cristo, chamado por Deus e separado para o Seu evangelho (Rm 1:1). Percebamos quão profundo e importante é esse testemunho! Se conhecemos verdadeiramente o evangelho de Deus, nossa única reação é nos tornar pessoas separadas e consagradas para Ele. Muitas vezes, quando somos acometidos de algum fracasso espiritual, perdemos a esperança e nos deixamos ser tomados de desânimo. Isso é um sinal de que não conhecemos, de fato, o evangelho. Ele foi prometido por Deus, outrora, por meio dos profetas, nas Sagradas Escrituras (v. 2). Diante disso, a primeira coisa que precisamos fazer é crer na promessa de Deus, que foi feita para vir ao encontro de nossa pessoa. A promessa de Deus para nós é o evangelho de Deus. Este evangelho é o Seu Filho que é dado a nós. Quando nos sentimos fracos diante das dificuldades trazidas pela carne ou pela vida da alma, devemos nos lembrar de que Deus já nos conhecia há muito tempo. Ele prometeu e providenciou uma solução para os problemas que enfrentamos. É por isso que o evangelho não é um conceito doutrinário, mas uma pessoa: o Filho de Deus, que veio a este mundo como Filho do Homem e, segundo a carne, era proveniente da descendência de Davi (v. 3). O Senhor Jesus, como Filho do Homem, pode se compadecer de nós e nos assistir em nossas fraquezas (Hb 4:15).

O evangelho de Deus é completo, solucionando não apenas os problemas da natureza humana, mas também concedendo a vida divina a quem nele crê. Por isso, o Senhor, em ressurreição, foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade (Rm 1:4). Isso significa que, ao crermos no evangelho, nos apossamos da promessa de Deus, recebendo o Filho de Deus e Sua vida (1 João 5:11-12). Fomos regenerados segundo uma viva esperança! Assim, quem verdadeiramente conhece o evangelho não fica mais sem esperança. A promessa de Deus para nós é imutável, porque Aquele que a fez é fiel.

A obra do Filho na terra não foi em vão. Tudo o que Ele fez foi por amor a nós. Portanto, sejamos fortalecidos para avançar! Uma vez encorajados, também devemos encorajar os que se encontram desanimados, buscando reavivar neles a esperança na promessa de Deus.

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

As virtudes de um servo de Deus

Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos (Rm 12:16)

Rm 12:9-21


Hoje veremos a respeito das virtudes recomendadas por Paulo aos irmãos. Para obtermos essas virtudes, devemos ser fervorosos de espírito, servindo ao Senhor (Rm 12:11). Nesse sentido, assumimos nossa posição de servos, não apenas para prestar adoração ao Senhor como no serviço sacerdotal, nem para somente servirmos aos irmãos, mas como escravos Dele. Isso é servir com o espírito ardente e fervoroso. As primeiras virtudes recomendadas são a misericórdia e o amor (vs. 8-9). A essência de tudo o que fazemos tem de ser o amor, pois isso é o sinal de que a vida de Deus em nós está chegando à maturidade. Paulo nos encoraja a amarmos cordialmente uns aos outros com amor fraternal (v. 10). Esse amor é sem hipocrisia (v. 9) e, com base nele, somos capacitados a compartilhar as necessidades dos santos e praticar a hospitalidade (v. 13). O amor nos habilita a dar prioridade às necessidades dos outros.

Quanto ao zelo, isso significa não sermos indulgentes ou preguiçosos no serviço ao Senhor (vs. 11). Quando somos fervorosos de espírito, atendemos com prontidão ao chamamento do Senhor, apresentando nosso corpo, e também renovando e transformando nossa mente. Gostaria de mencionar o testemunho de um irmão de Uganda, África, que recebeu do Senhor a comissão de cuidar de órfãos. Ele começou cuidando de dez e hoje possui cerca de trezentos órfãos sob seu encargo. Sabemos que esse tipo de serviço implica muitas despesas. Felizmente, um irmão brasileiro o ajudou, ofertando um valor substancial para suprir as necessidades do cuidado desses órfãos. Isso é a prática do amor! Esse testemunho serve de alerta para nós: precisamos nos preocupar mais com as necessidades das pessoas. Há outro testemunho sobre esse tema. Em Uberaba, uma família se dispôs a criar um instituto visando prestar tratamento de câncer gratuito para pessoas carentes em determinado hospital. Os irmãos dessa família levantaram fundos para investir nesse hospital.

O resultado foi precioso! As pessoas que ali se encontram hospitalizadas estão receptivas para a pregação do evangelho porque perceberam a preocupação e o cuidado dos irmãos com suas vidas. Em suma, se desejamos frutificar, devemos nos preocupar com as pessoas, estando sensíveis ao Espírito para que Ele nos direcione sobre o que fazer. Além disso, vamos compartilhar as necessidades dos santos, a saber, os que creem no Senhor. Quando estamos no espírito, temos misericórdia e empatia, por isso podemos nos alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (v. 15). As experiências vivenciadas pelos que cooperam nas unidades BooKafé atestam que o lugar de oração é uma oportunidade para não sermos sábios aos nossos próprios olhos, mas para condescendermos com o que é humilde. Ali podemos orar pelas necessidades das pessoas, transmitir-lhes um pouco do amor de Deus e aprender a exercer misericórdia.

Quanto à nossa atitude em relação aos que nos perseguem, Paulo recomenda que nos esforcemos em fazer o bem perante todos os homens e manter a paz, no quanto depender de nós (vs. 19-21). Nesse aspecto, sigamos o exemplo do Senhor Jesus, que na cruz orou em favor daqueles que O crucificaram. Em Atos temos outro episódio semelhante: o apedrejamento de Estêvão, que intercedeu em favor das pessoas que o apedrejavam, dizendo: "Senhor, não lhes imputes este pecado!" (At 7:60b). Somente quando somos fervorosos de espírito a vida de Deus nos habilita alcançarmos esse padrão de viver cristão: amoroso e perdoador. Que isso nos torne vencedores na vinda do Senhor!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)