quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Servir com outros irmãos

Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres. [ ... ] E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado (At 13:1-2)

At 9:22, 26-29; Gl 1:17; Fp 3:5-6


Com a cooperação dos diáconos o número de novos convertidos continuava aumentando, um dos motivos pelo qual se levantou grande perseguição contra a igreja em Jerusalém (At 8:1a). Nesse contexto surge o jovem Saulo, hebreu por nascimento e extremamente zeloso do judaísmo (Fp 3:5). Por esse motivo, Saulo estava entre os que perseguiam aqueles que invocavam o nome do Senhor. Além disso, apesar de ser praticamente impossível alguém guardar os dez mandamentos em sua totalidade, o próprio Paulo afirmou que ele era irrepreensível quanto à lei (v. 6).

Pelas palavras de Paulo podemos ver que ele era bastante impetuoso e ousado em relação às suas convicções desde o tempo em que perseguia os santos e acreditava, com isso, preservar a tradição judaica e agradar a Deus. Por isso, quando recebeu o chamamento divino, por meio de Ananias, em Damasco, seu primeiro impulso foi o de visitar as sinagogas para debater com os judeus (At 9:22, 27-29). Contudo, essa antiga maneira de Paulo agir precisava aos poucos ser deixada de lado (2 Tm 2:24). Para isso, ele precisava experimentar o viver da igreja e o serviço ao lado de outros irmãos. Da mesma forma, todos temos nossa maneira natural de fazer as coisas mas, no serviço ao Senhor, precisamos aprender a deixar de lado nossa vida da alma, representada pelas nossas opiniões, e servir em coordenação com os demais irmãos. Por outro lado, Paulo precisava ser instruído com as palavras da nova aliança. As coisas antigas haviam passado e, por esse motivo, quando ele esteve no deserto da Arábia, Deus o arrebatou ao terceiro céu, onde ele ouviu palavras inefáveis, as quais, naquele momento, não lhe foi lícito referir (2 Co 12:2-4).

Depois de estar no deserto, Paulo voltou para Damasco (Gl 1:17). No livro de Atos podemos ver que ele foi também a Jerusalém (9:26-29). Aqui vemos como Barnabé acolheu Paulo e dava importância ao jovem recém-convertido. Pelos registros bíblicos, ele gostava de ajudar jovens cristãos a serem aperfeiçoados para se tomarem úteis no serviço ao Senhor. Podemos citar como exemplo o jovem João Marcos que, na primeira viagem de visita às igrejas, os havia deixado e voltado para Jerusalém (13:13). Na segunda viagem, Barnabé queria dar a ele uma segunda chance, mas Paulo não quis levá-lo. Nesse ponto precisamos aprender com Barnabé, e sempre valorizar os irmãos, ainda que eles cometam erros, sabendo que no futuro eles poderão ser muito úteis ao Senhor.

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Cheios do Espírito

Não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam (Rm 10:12)

At 2:17-21, 42-47; 6:1-4; 7:55-56, 59


Vimos ontem que, após ter recebido da parte de Deus um chamamento especial para levar o evangelho aos gentios, Paulo precisou ser preparado com as palavras da economia divina no Novo Testamento. Isso ocorreu porque, diferentemente dos doze apóstolos, ele não havia estado com o Senhor Jesus e não tinha conhecimento de Suas palavras. Os discípulos, por outro lado, tiveram oportunidade de permanecer com Jesus por volta de três anos e meio de Seu ministério terreno. Após a ascensão de Cristo aos céus, os apóstolos começaram seu ministério levando as pessoas a invocar o nome do Senhor, conforme lemos em Atos 2. Naquele grande ajuntamento que havia em Jerusalém por ocasião do dia de Pentecostes, Pedro tomou a palavra e mencionou as profecias registradas pelo profeta Joel (vs. 17-21), referentes aos muitos sinais que viriam a ocorrer no fim dos tempos. No entanto ele fez questão de enfatizar que o que traria a salvação seria invocar o nome do Senhor. Em nossa vida cristã, tudo se inicia quando nós cremos e invocamos esse nome, pois recebemos o perdão dos nossos pecados e também ganhamos a vida de Deus. Naquela ocasião, houve um acréscimo de quase três mil pessoas (v. 41).

Os versículos seguintes nos mostram como era o viver da igreja: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum" (vs. 42-44).

Com o aumento no número de irmãos, os apóstolos tiveram certa dificuldade ao cuidar das questões práticas, como o serviço de alimentação dos irmãos mais necessitados, o que gerou descontentamento entre os helenistas porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária (6:1). Como aqueles que conduziam os irmãos nas questões espirituais precisavam se dedicar à Palavra e à oração (v. 4), escolheram sete homens de boa reputação e cheios do Espírito Santo para auxiliá-los no serviço às mesas (v. 3). Esses homens foram chamados diáconos. Nessa passagem vemos que ser um diácono não é algo pequeno, mas é resultado de alguém que exercita o espírito e serve a igreja segundo a capacidade dada por Deus (Ef 4:7). Eles não foram escolhidos de qualquer maneira, mas foram designados segundo a vontade do Senhor. Dentre os diáconos que foram estabelecidos, Estêvão foi especialmente usado pelo Senhor. A Bíblia nos mostra que, além de ser cheio do Espírito, ele também conhecia muito bem o plano de Deus revelado no Antigo Testamento e que Jesus era o Cristo prometido pelas Escrituras. Irritados e impactados com suas palavras, os fariseus o prenderam e o apedrejaram, tornando-o o primeiro mártir do Novo Testamento. No entanto, mesmo sendo apedrejado, Estêvão não deixou de invocar o nome do Senhor e de interceder pelos que o maltratavam; e o Senhor o ouvia em pé à destra de Deus (At 7:55-56).

Pelo registro de Atos, vemos que Estevão tinha um alto padrão espiritual, assim como os demais diáconos que foram escolhidos tinham seus dons exercitados, que se tornaram ministérios e operações visando à edificação do Corpo de Cristo (6:3; 1 Co 12:4-6). Todos eles tinham um viver normal da igreja, invocavam o nome do Senhor e conheciam a Sua Palavra. Graças ao Senhor, hoje, para sermos de fato ministros da nova aliança, não podemos ter um viver frouxo, mas viver no espírito e tomar parte nesse ministério, pois o próprio Deus é quem nos capacita!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Preparados com as palavras de Deus

A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3:8)

At 9:1-19; 2 Co 12:2-4


Após ter se encontrado com o Senhor no caminho para Damasco, Paulo (que ainda se chamava Saulo) permaneceu naquela cidade por três dias até que Ananias veio ao seu encontro (At 9:3-9). Por meio dele, Paulo recebeu uma comissão da parte de Deus, que o havia escolhido para levar o Seu nome aos gentios e reis, bem como aos filhos de Israel (v. 15). A Bíblia registra que, logo em seguida, após permanecer alguns dias com alguns discípulos em Damasco, ele começou a pregar nas sinagogas daquela cidade, falando de maneira bastante ousada (v. 20).

Tempos depois, passou pela experiência relatada em 2 Coríntios 12, quando ouviu palavras inefáveis no paraíso (vs. 2-4). Nessa passagem, ele se refere apenas a "um homem", mas a maneira como o apóstolo conduziu o relato nos leva a concluir que ele falava de si mesmo.

O apóstolo Paulo, nascido na tribo de Benjamim, foi instruído aos pés de Gamaliel, um respeitado fariseu e mestre do judaísmo, e era extremamente zeloso das tradições judaicas, avantajando-se a muitos da sua idade (At 22:3; GI 1:13). No entanto, apesar de ter virtudes humanas elevadas, ele não havia estado com os demais apóstolos e faltava-lhe o conhecimento da economia de Deus no Novo Testamento, sem o qual ele não poderia desempenhar adequadamente o seu ministério.

Por essa razão, após ter sido separado e chamado por Deus, Paulo precisou ainda receber revelação e ser preparado com as palavras do evangelho e com todo o conteúdo da economia neotestamentária de Deus. O conteúdo dessa revelação tão elevada foi registrado nas catorze epístolas que escreveu posteriormente, não apenas para o nosso conhecimento, mas principalmente para que, por meio delas, tenhamos hoje suprimento de vida.

(PS: palavra Extraída do Alimento Diário)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O Senhor nos chama

A nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica (2 Co 3:5b-6)

At 1:8; 9:15; 2 Co 3:6; Ef 3:6-7


Nesta semana, veremos a maneira como o Senhor nos prepara e nos capacita a exercer o nosso ministério como ministros da nova aliança.

Em Efésios 3:6-7, o apóstolo Paulo nos diz que, conforme o dom da graça de Deus e segundo a força operante do Seu poder, ele foi constituído ministro do evangelho. Mais adiante veremos a maneira como Paulo recebeu, da parte de Deus, a comissão para levar o nome do Senhor perante gentios e reis, bem como perante os judeus (At 9:15). A fim de dar cumprimento a esse comissionamento, Deus precisou prepará-lo, mostrando-lhe Seu plano na era do Novo Testamento.

Por outro lado, temos a experiência dos doze apóstolos como ministros da nova aliança. Diferentemente de Paulo, eles haviam estado com Jesus durante o Seu ministério terreno. Em Atos 1:8, o Senhor Jesus deixa claro a comissão de cada um deles: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra". Uma vez que eles haviam testemunhado todas aquelas experiências e ouvido as palavras da boca do próprio Senhor, eles deveriam se manter cheios do Espírito para poder propagar o evangelho do reino até aos confins da terra.

Essa é também a nossa incumbência: levar o evangelho do reino a toda a terra habitada, para que o Senhor volte (Mt 24:14). Pela experiência de Paulo e dos doze apóstolos, que será vista em detalhes no decorrer da semana, podemos ver que, sempre que o Senhor nos chama, Ele mesmo se encarrega de nos capacitar para o exercício de nosso ministério. Como ministros da nova aliança, nós somos aqueles que invocam o nome do Senhor e dependem totalmente Dele. Quando temos essa atitude, Ele certamente nos sustenta e habilita a levarmos outras pessoas à salvação. Louvado seja o Senhor!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)

Um sacrifício vivo

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (Rm 12:1)

Gn 22; Rm 12:2; 13:8


O resultado espontâneo de crer no Senhor é nossa total entrega a Ele. Isso implica ser um sacrifício vivo. No Antigo Testamento temos o exemplo prático de Abraão que se colocou como um sacrifício vivo, quando Deus solicitou-lhe oferecer seu único filho Isaque. De acordo com o relato do capítulo 22 de Gênesis, Abraão e Isaque se dirigiram ao lugar que Deus havia designado, sendo que no caminho, Isaque carregou a lenha. Ao chegarem, Abraão edificou um altar, dispôs a lenha, amarrou o filho e o deitou no altar, em cima da lenha. Isaque era jovem e forte, mas se deixou ser atado pelo pai e permaneceu deitado sobre o altar. Isaque estava consciente de que ele próprio era um sacrifício. Ele não estava desacordado nem tinha sido forçado a nada. Sendo velho, Abraão nada poderia fazer se Isaque lhe resistisse. Nisso, vemos que a escolha de Isaque foi entregar a própria vida espontaneamente nas mãos de seu pai e sob a vontade de Deus. Isaque não tinha mais o controle sobre si mesmo, permitindo a Deus decidir sobre o que seria feito dele. Isaque se entregou nas mãos do Deus que ressuscita os mortos.

Isso é ser um sacrifício vivo. Consciente e espontaneamente, entregamos nossa vida ao Senhor, sabendo o que estamos fazendo e para quem o estamos fazendo. Consagrar-se é declarar ao Senhor que Ele tem todo o direito sobre a nossa vida, porque Ele é o nosso Deus. Consagrar-se é não resistir absolutamente a Deus e se deixar ser colocado sobre o altar.

Isaque sabia que faltava um animal para ser imolado (v. 7), então ele espontaneamente se deixou ser colocado no altar. Quem conhece o evangelho tem essa atitude, de se dispor para o Senhor em qualquer contingência. É o mesmo que dizer: "Senhor, estou aqui, se precisar de algo ou se a igreja tiver alguma necessidade, pode me utilizar. Não me importo com a minha pessoa nem com os meus sentimentos. Senhor, a Sua satisfação é tudo que eu quero, porque a Sua alegria é a minha alegria". Certamente Deus fica satisfeito quando vê um filho Seu com essa disposição.

Ao longo da história da igreja muitos deram suas vidas ao Senhor dessa maneira, porque creram no evangelho e foram transformados pelo poder do evangelho. Hoje estamos vivendo os tempos finais, onde existe muita incredulidade, mas precisamos estar entre aqueles que creem no que Deus falou e têm esperança no poder do evangelho. Em Romanos 12: 1-2 vemos que quando alguém crê no Senhor dessa maneira O serve com diligência, simplicidade e alegria. Por fim, em Romanos 13:8 lemos: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei". Isso é ser a expressão prática do evangelho de Deus. Somos devedores desse amor. Assim, se de fato amamos as pessoas, vamos nos preocupar com elas, cuidar delas, apascentá-las e pregar o evangelho. Vamos praticar o evangelho em que cremos, até que o Senhor venha. Quando Ele vier, O veremos face a face, e Ele enxugará de nossos olhos toda lágrima. Em breve, estaremos para sempre com Ele. Aleluia!

(PS: Palavra Extraída do Alimento Diário)